Diesel dispara em Concórdia e sobe mais de 5% em apenas uma semana
O preço do diesel apresentou uma alta significativa em Concórdia nos últimos dias. Levantamento realizado pelo jornalismo da Massa FM, com base em dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, aponta que o combustível teve aumento de 5,5% em apenas uma semana.
ATENÇÃO! QUER FICAR POR DENTRO DAS PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE CONCÓRDIA E REGIÃO EM TEMPO REAL?De acordo com os números, entre os dias 1º e 7 de março, o diesel era comercializado a uma média de R$ 6,30 por litro em Concórdia. Já no período seguinte, de 8 a 14 de março, o valor subiu para R$ 6,65, representando um acréscimo de R$ 0,35 por litro.
Além da média, o levantamento também identificou grande variação nos preços praticados nos postos da cidade. Na semana passada, o litro do diesel foi encontrado entre R$ 6,49 e R$ 6,99, se aproximando do patamar dos R$ 7. Para o estudo, a ANP considerou dados de ao menos seis estabelecimentos.
Enquanto o diesel registrou alta expressiva, os demais combustíveis apresentaram oscilações dentro da normalidade. O etanol, por exemplo, teve aumento de apenas R$ 0,04, passando de R$ 5,26 para R$ 5,30 por litro, segundo os dados disponibilizados pela ANP.
Situação semelhante foi observada na gasolina. A versão aditivada subiu de R$ 6,63 para R$ 6,66, enquanto a gasolina comum passou de R$ 6,54 para R$ 6,57, ambas com variação de apenas três centavos. Mas nesta semana, a gasolina já começa a ter altas em Concórdia, o que poderá ser confirmado no próximo levantamento da ANP.
A elevação do diesel está diretamente ligada ao cenário externo. A escalada de tensões no Oriente Médio tem impactado o mercado global de petróleo, com o barril ultrapassando os US$ 100. Esse contexto aumenta o risco de desabastecimento e pressiona os preços dos combustíveis, com reflexos diretos no Brasil, principalmente no diesel.
A expectativa do mercado é de que o diesel continue subindo nas próximas semanas. A alta só não foi ainda maior devido a medidas adotadas pelo Governo Federal, como a redução de tributos, incluindo a zeragem de PIS/Cofins sobre o combustível. Mesmo assim, já há sinais de alerta no setor, com possibilidade de impactos também sobre a gasolina, diante de relatos de restrições de oferta em refinarias.