Estado continua pagando gerentes que pediram exoneração

por: Aliança News

A demora na ação administrativa do Setor de Recursos Humanos do Governo do Estado fez com que funcionários que pediram exoneração permaneçam recebendo salário. É o caso do ex-gerente de Educação da Secretaria de Desenvolvimento Regional de Concórdia, Neuri Comin e o ex-gerente de Planejamento e Avaliação, Marciano Coradi que permanecem recebendo salários do Governo do Estado. Os dados constam no Portal Transparência do Poder Executivo de Santa Catarina. O portal informa que Comin e Coradi permanecem como funcionários ativos do Estado, portanto recebendo salários. Pelos dados que estão na Página do governo, Neuri Comin recebeu em fevereiro R$ 3.569,16 e Marciano Coradi R$ 3.262,03. 
A posição dos servidores 
O jornalismo Aliança conversou esta manhã com o ex-gerente de educação da SDR, Neuri Comin. Ele explicou que solicitou exoneração do cargo no dia, 10 de janeiro, em caráter irrevogável. Em seguida no dia, 27 de janeiro protocolou outro documento solicitando a retenção do pagamento indevido. Segundo Comin, "o problema é gerado pela morosidade do Estado e a burocracia administrativa". Comin explicou que se pudesse devolveria o dinheiro em espécie para o secretário de Desenvolvimento Regional, Paulo Pastore. Entretanto, isto também não é possível. Diante do contexto, aguarda pela ação do Estado no sentido de fazer valer os documentos que já foram protocolados. A mesma explicação foi defendida pelo ex-gerente de Planejamento e Avaliação, Marciano Coradi que segundo ele tomou as mesmas providencias. Tanto Comin quando Coradi preferiram não gravar entrevista.
O que diz o Secretário Pastore 
Em conversa está manhã, com o jornalismo Aliança o secretário de Desenvolvimento Regional Paulo Pastore destacou que o fato de os funcionários permanecerem na folha e recebendo salário é o resultado da demora na publicação do ato de exoneração no Diário Oficial do Estado. Segundo Pastore assim que a situação for normalizada, o departamento de Recursos Humanos deve encaminhar os procedimentos para a restituição e que não haverá prejuízos para os cofres do Estado. O secretário acrescenta que para a folha de março o problema já vai estar resolvido. Pastore também preferiu não gravar entrevista.