Fevereiro é mês de conscientização sobre leucemia; médico de Concórdia faz alertas

por: Aliança News

A campanha Fevereiro Laranja, dedicada à conscientização sobre a leucemia e ao incentivo à doação de medula óssea, foi tema de entrevista ao vivo no Jornal Microfone Aberto, da Massa FM, nesta sexta-feira (13). O convidado foi o médico hematologista Dr. Felipe Fusari, que atua no Ambulatório de Especialidades do Hospital São Francisco e é responsável técnico pelo Serviço de Hemoterapia e Banco de Sangue da instituição.

ATENÇÃO! QUER FICAR POR DENTRO DAS PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE CONCÓRDIA E REGIÃO EM TEMPO REAL?

Durante a conversa, o especialista explicou que a leucemia é um tipo de câncer que afeta o sangue e pode se manifestar de forma silenciosa. Por isso, a campanha busca chamar atenção para o diagnóstico precoce. Entre os principais sinais de alerta estão febre sem causa aparente, fraqueza excessiva, palidez, sangramentos recorrentes, como gengiva e nariz, infecções frequentes e perda de peso. Em alguns casos, pode haver dor óssea persistente.

Segundo o médico, muitos desses sintomas podem ser confundidos com problemas mais simples, como anemia, o que reforça a importância de procurar avaliação médica diante de alterações incomuns.

O hematologista destacou que existem quatro tipos principais de leucemia: mieloides agudas e crônicas, e linfoides agudas e crônicas. As formas agudas exigem tratamento imediato, enquanto as crônicas demandam acompanhamento contínuo, pois podem evoluir.

Ele ressaltou ainda que a medicina avançou significativamente nas últimas décadas. Atualmente, alguns casos já podem ser tratados com comprimidos ou medicações menos invasivas, aumentando as chances de sobrevida e qualidade de vida dos pacientes.

Um dos pontos centrais da entrevista foi a doação de medula óssea. O médico explicou que muitos pacientes alcançam a cura por meio do transplante, mas para isso é necessário haver um doador compatível cadastrado no REDOME, o Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea.

O cadastro é simples: basta ter mais de 18 anos, estar saudável e realizar a coleta de uma pequena amostra de sangue, que será analisada e incluída no banco de dados nacional e internacional. Em Santa Catarina, a coleta é feita pelo Hemosc.

O procedimento de doação também foi desmistificado durante a entrevista. Conforme o especialista, a retirada da medula é feita sob sedação leve, com punção na região da pelve, e o organismo repõe rapidamente o volume coletado. A recuperação costuma ser rápida, permitindo retorno às atividades normais em pouco tempo. Ao final, o médico reforçou a mensagem de cuidado com a saúde e solidariedade.

“Não ignore os sinais do seu corpo e, se puder, cadastre-se como doador. Um simples gesto pode salvar a vida de uma criança ou de um adulto que aguarda por uma nova chance”, concluiu.