Médica veterinária faz orientações sobre surto de panleucopenia felina em Concórdia

por: Aliança News

Concórdia enfrenta um aumento expressivo de casos de panleucopenia felina, doença viral altamente contagiosa que atinge gatos e pode levar à morte, principalmente filhotes não vacinados. O tema foi destaque na manhã desta segunda-feira, dia 11, durante entrevista ao vivo no programa Microfone Aberto, da Massa FM, com a médica veterinária e coordenadora técnica da Zoetis pela Veterinária Oeste Catarinense, Luciane Laux Pastore.

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Segundo a profissional, o município vive um cenário de surto da doença, já que vários casos vêm sendo registrados em um curto período de tempo. A panleucopenia é causada pelo parvovírus felino, um vírus resistente no ambiente e que ataca principalmente o sistema imunológico e o intestino dos animais.

Luciane explicou que a doença é considerada grave e apresenta alta taxa de mortalidade. Ela ressaltou que não existe um tratamento específico e que o atendimento rápido aumenta significativamente as chances de recuperação do animal.

Entre os principais sintomas estão falta de apetite, vômito, diarreia, febre, apatia e desidratação. Em filhotes, a evolução costuma ser ainda mais rápida. A veterinária alertou que os gatos geralmente demonstram poucos sinais clínicos no início da doença, o que exige atenção redobrada dos tutores a qualquer mudança de comportamento.

A médica veterinária também reforçou que mesmo gatos criados exclusivamente dentro de casa precisam ser vacinados. Conforme explicou, o vírus pode ser levado para o ambiente doméstico através de roupas, calçados e objetos, colocando os animais em risco mesmo sem contato com outros gatos.

A principal forma de prevenção continua sendo a vacinação. O protocolo recomendado inclui imunização dos filhotes a partir de nove semanas de vida, além de reforços anuais durante toda a vida do animal. As vacinas podem ser encontradas em clínicas veterinárias do município.

Além da vacinação, a orientação é manter os ambientes higienizados, limpar regularmente caixas de areia e procurar atendimento veterinário imediato ao perceber qualquer sintoma suspeito.