Abertura do mercado sul coreano não ameniza crise na suinocultura
O governo do Estado de Santa Catarina anunciou nesta segunda-feira, 11 de julho, que a Coreia do Sul abriu mercado para a importação de carne suína catarinense. Das oito etapas de negociações, seis delas já foram cumpridas. As duas últimas preveem a inspeção e habilitação dos frigoríficos catarinenses e a negociação comercial entre os dois países. Porém, segundo o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio de Lorensi, a notícia tem pouco impacto no que diz respeito a crise que a suinocultura enfrente.
Losivanio explica que no caso de exportações as agroindústrias não aumentam o preço pago ao produtor e que o que influência na remuneração deste é o mercado interno. “É complicado, muitos produtores estão desistindo da atividade e o governo Federal não está tomando as medidas para manter eles no campo, daqui a pouco não vai ser possível atender a demanda desses países”, aponta Lorensi.
Além do alto custo de produção da atividade suinícola em função do preço dos insumos, a retração do mercado interno faz sobrar excedentes que derrubam o preço da proteína animal. Lorensi relata que os produtores têm até R$ 100 de prejuízo por suíno.
“Não é só abrir mercados, é preciso que haja uma política diferenciada para manter o produtor no mercado e assim poder atender a demanda de exportação”, pontua.