Ação Social orienta população para que não dê esmolas para crianças indígenas
A Secretaria Municipal da Ação Social, Cidadania e Habitação de Concórdia informa que já está tomando providências em relação às crianças indígenas, que estariam pedindo esmolas nos cruzamentos da área central da Capital do Trabalho. A situação chegou ao conhecimento do órgão nas últimas semanas e, desde então, o departamento de ação social começou a analisar o caso.
Em entrevista ao Jornalismo Aliança, a secretária da Ação social, Cidadania e Habitação de Concórdia, Neusa Dahmer, informa que a situação já foi denunciada para a Funai, Ministério Público e órgãos competentes. A intenção é fazer com que os indígenas retornem para as aldeias de origem. "Lá eles tem toda a assistência e amparo por parte da Funai", explica a secretária.
Conforme Neusa, esse grupo de indígenas chegou em Concórdia ainda na ocasião do corte do bolo e da mortadela, no último 29 de julho. "Desde então, eles ficaram e estão aí (...) Eles têm o direito de ir nas cidades para vender o artesanato, mas pedir esmola foge dessa finalidade e isso não pode acontecer", pontua.
Neusa Dahmer orienta a população para que não dê esmola para as crianças indígenas. "Se continuar dando, elas vão permanecer por aqui e não vão voltar para a aldeia de origem. Se as crianças não forem esmoladas, eles voltam suas aldeias", finaliza.