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ACIC defende horário livre do comércio. "Lei é facultativa, não impositiva"

Data 08/11/2017 às 12:00
Manifestação foi feita pela presidente da Associação Comercial e Industrial de Concórdia, Maria Luisa Lasarin.
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Divaleia Casagrande/Ascom/ Câmara de Vereadores.
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A presidente da Associação Empresarial e Comercial de Concórdia (ACIC), Maria Luisa Lasarin, destacou na tribuna da Câmara de Vereadores, na noite de terça-feira, sete, que a entidade, é favorável a liberação do horário de funcionamento do comércio. “O projeto dará a oportunidade para que as empresas possam trabalhar no horário que lhes convém. O texto da Lei Complementar é muito claro: poderão abrir as portas, é uma lei facultativa e não impositiva e irá permitir que Concórdia esteja na vanguarda para receber novos investimentos”, afirmou.


Maria Luisa destacou que o município precisa estar preparado para receber novos investimentos. “Joaçaba não tinha horário livre, mas em regime de urgência a Câmara alterou a legislação e garantiu a instalação da Havan em Concórdia. Sabemos que a administração já teve contatos com o proprietário da empresa, Luciano Hang, e há grandes possibilidades da Havan se instalar em Concórdia”, apontou.


A presidente ainda citou que fala-se muito em “perdas de direitos trabalhistas”. “Nós temos diversas áreas que trabalham em escalas e turnos e não há perda de direitos. Portanto, não concordamos com este argumento”, defendeu ao pedir “que se deixem de lado o antagonismo as vaidades, as questões partidárias, os egos e que todos tenham o mesmo objetivo de trabalhar todos juntos para o desenvolvimento coletivo de Concórdia”.


Outro ponto abordado pela representante da ACIC é a decisão judicial que concede a liberdade de funcionamento para algumas empresas do município. “Nós esperamos que isto não seja mais necessário. Que quem trabalhar possa trabalhar, possa trabalhar, amparado pela legislação do município, sem precisar procurar a justiça para iss. Que empresários e comerciantes possam trabalhar juntos. Certamente haverá também empresas que não irão mudar  o horário de funcionamento, mas aquelas que desejam mudar precisam ter esta liberdade”, ressaltou.


Maria Luisa também citou dados da economia do município. Em 2010 Concórdia ocupava o 16º no PIB e em 2014 caiu para o 23º lugar na geração de riqueza (bens e serviços), no Estado de Santa Catarina. “Perdemos 7 posições em quatro anos. Crescimento e desenvolvimento são conceitos diferentes. Senão retomarmos o desenvolvimento será dificilmente manter os índices do IDH”, avaliou.


Ela também apontou que dados do IBGE apontam que 43% da população de Concórdia, ou seja, 31 mil pessoas estão formalmente ocupadas em Concórdia, com uma renda mínima de 2,6 salários mínimos. Em Joaçaba, respeitada as características de cada município, a população ocupada é de 69% por cento.


Outra informação que deve ser observada, conforme a presidente da ACIC, é que de  janeiro a agosto de 2017, o comércio de Concórdia gerou 41 empregos. A informação está disponível no site da Fiesc, acessível para toda a comunidade. “Este projeto oferece a liberdade para quem deseja trabalhar em horário diferenciado. Reforço que é uma lei facultativa, aderirá a ela, quem julgará conveniente”, apontou ao dizer que a ACIC, com mais de 550 associados é favorável a aprovação do projeto de lei.

 

(Fonte: Divaleia Casagrande/Ascom/Câmara de Vereadores)

 

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