Acusado por homicídio em boate é condenado a 13 anos de prisão
Após oito horas de júri realizado nesta sexta-feira (24/10), na Comarca de Concórdia, Edinilson Galvão foi condenado a 12 anos de prisão pelo assassinato de Thiago Pelizzaro. Crime praticado na noite de nove de abril deste ano. A pena foi por homicídio qualificado com recurso que dificultou a defesa da vítima. Porém, Galvão também foi condenado a cumprir mais um ano por porte ilegal de arma de fogo. Os 13 anos serão cumpridos em regime inicialmente fechado.
O corpo de jurados era composto por quatro mulheres e três homens, que aceitaram a tese apresentada pelo Ministério Público, representado pelos promotores Alessandro Argenta e Edisson de Menezes.
Eles defenderam a tese de que o crime foi cometido de maneira que dificultou a defesa da vítima, já que segundo eles, o primeiro disparo foi feito através de uma janela, enquanto Pelizzaro estava sentando dentro de uma Boate, às margens da SC 283, em Lajeado Crescêncio. Conforme os promotores, o segundo disparo foi feito quando a vítima já estava caída no chão e não podia reagir.
O advogado Osmar Colpani defendeu a tese que o réu agiu em legitima defesa, já que atirou ao ter a impressão que poderia ser atacado por Pelizzaro. Vítima e acusado teriam um desentendimento e que a vítima já havia dito que ou "mataria ou morreria". Colpani ainda argumentou que o fato de Galvão ter se apresentado depois do crime, indicando inclusive o local onde a arma estava escondida provam que ele matou para se defender. A sessão foi presidida pelo juiz Daniel Lisboa Mendonça.