Advogado nega acusações obre adulteração no leite
O advogado da empresa de laticínios Lajeado Grande, uma das suspeitas de fraudes de adulteração de leite no Oeste catarinense, nesta semana, se pronunciou pela primeira vez sobre o caso. Gilberto Batistello nega as acusações de que a empresa tenha utilizado produtos como soda cáustica para adulterar o produto. Segundo ele, as substâncias eram utilizadas para limpeza dos caminhões e locais de armazenagem.
O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO) investigou por cinco meses as empresas Lajeado Grande, nas cidades de Lajeado Grande e Ponte Serrada, e Mondaí Ltda., no município de Mondaí – e reuniu provas para entregar ao Ministério Público de Santa Catarina (Gaeco).
Segundo as denúncias, eram misturados produtos químicos ao leite para mascarar o prazo de validade e aumentar a rentabilidade. As perícias químicas detectaram peróxido de hidrogênio (água oxigenada), citrato de sódio, polifosfato, hidróxido de sódio (soda cáustica), e outros, como a adição de água e soro de leite.
Na última quinta-feira (4), o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) protocolou ações penais criminais contra funcionários e empresários ligados às fraudes. Ao todo, 48 pessoas de duas empresas de laticínios – Lageado Grande, em Lajeado Grande e Ponte Serrada, e Mondaí Ltda. na cidade de Mondaí -, foram indiciadas. (G1.com)