Ano positivo para o CAC fora das quatro linhas
Se dentro de campo o resultado esperado não veio, nos bastidores o ano que passou do Concórdia Atlético Clube pode ser considerado positivo. Quem afirma é o ex-presidente Jonas Guzzatto. A gestão dele frente ao CAC encerrou no dia 31 de dezembro e o clube passou a ser presidido por Joseílton de Almeida. Em 2015, o Galo do Oeste encerrou a série B do Campeonato Catarinense na sexta colocação, com 24 pontos, longe das duas primeiras posições que garantiram o acesso para a elite desse ano. Pela base, a equipe sub-20 ficou vice-campeã, após três anos consecutivos com títulos.
Sobre o desempenho da temporada dentro das quatro linhas, Guzzatto reitera que "não teve o resultado esperado pela direção e torcida. A gente sabia da limitação financeira para montar a equipe, mas tínhamos a expectativa que não se confirmou".
Mas no quesito administração, Guzzatto garante que há razões para comemorar. Relata que "tínhamos uma dívida assustadora e conseguimos reduzi-la em 70%. Fechamos o ano pagando todos os jogadores, comissão técnica, liquidamos algumas dívidas comerciais e renegociamos outras. A situação está administrável", resume. Os valores do déficit não foram informados. Além de buscar a tão sonhada vaga na série A de 2017, uma das metas da administração é extinguir as dívidas do clube em 2016.
Guzzatto, que passou para o cargo de vice-presidente nesta gestão, também comentou sobre a Lei Eleitoral 9.504, em que um dos artigos veda o repasse de recursos via convênio da Administração Pública – com entidades e associações que não sejam de cunho social e de saúde – nesse ano de 2016, por ser um período eleitoral. Ele rechaça a possibilidade do clube fechar as portas caso o recurso da Prefeitura de Concórdia não seja viabilizado. Jonas afirma que "o baque será muito grande e isso fará com que a gente realize os trabalhos de forma muito limitada nesse ano".