Aplicação de Lei gera revolta entre caminhoneiros
O Ministério Público do Trabalho, aliado à Secretaria de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho iniciou, de maneira intensificada e em todas as rodovias do país, da rigorosa fiscalização e punições relativas às regras impostas pela Lei que trata do tempo de direção e descanso dos motoristas.
Por esse motivo o Movimento União Brasil Caminhoneiro divulgou uma nota na tarde de ontem orientando os motoristas a não viajar. Conforme o presidente do movimento, Nélio Botelho o governo não está atendendo ao pedido de prorrogar a fiscalização. Ele questiona a falta de estrutura para o profissional cumprir as novas determinações.
Botelho ressalta que, para cumprir a Lei, o transportador terá de ter um aumento mínimo no valor do frete em média de 35%. Segundo ele, a situação é gravíssima e atinge diretamente a produção, exportação e importação.
Mesmo com essa situação critica não existem indicativos de uma nova greve dos motoristas com rodovias interditadas, informa Nélio Botelho.
A lei estabelece uma carga horária de trabalho máxima de 8 horas por dia para os caminhoneiros. Pela nova lei, os motoristas deve ter uma parada de 30 minutos a cada quatro horas e um descanso contínuo de 11 horas por dia.