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Aprovação do Impeachment divide opiniões na Câmara em Concórdia

Data 18/04/2016 às 11:34
Sessão foi realizada na manhã desta segunda-feira
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A votação da Câmara Federal para o Impeachment da presidente Dilma Rousseff rendeu vários pronunciamentos na sessão da Câmara de Vereadores, na manhã desta segunda-feira, 18. O assunto tomou boa parte da reunião e algumas reflexões foram feitas. No geral, mais que o resultados da votação, análise do processo de impedimento e as causas dele, foram feitos pronunciamentos que avaliaram a postura dos deputados federais, que foram os “atores” principais do acontecimento do último domingo. Arlan Guliani (PT) fez uma afirmação de destaque. “O Brasil não merece muitos dos representantes que estão lá”.Rogério Pacheco (PSDB) foi o primeiro a falar sobre a votação. “Não que esteja achando bom este momento, mas é o resultado de um governo irresponsável, que deixou o país em uma grande crise financeira e política. Não sei se o encaminhamento do impedimento é a melhor alternativa, devido as pessoas que ficarão a frente do nosso país, mas é o que temos”, comentou, demonstrando preocupação. Pacheco espera que mudanças efetivas estejam por vir e que a população não deixe de se manifestar contra o “desgoverno”.

Artêmio Ortigara (PR) comentou que durante a votação muito se questionou quanto à legalidade e legitimidade do processo, mas que no seu entendimento o governo cometeu o maior estelionato da história do país, e que tudo que está ocorrendo está previsto na legislação. “O momento não é de alegria, mas de satisfação. O país atravessa um momento de crise moral, ética e política”, comentou Ortigara. O vereador deixou claro que não quer Michel Temer, Eduardo Cunha e Renan Calheiros no poder. “A maior dificuldade será saber quem colocar no lugar de Dilma”, destacou.

Evandro Pegoraro (PT) destacou que o país tem mais de 30 anos de democracia e que é preciso destacar que 54 milhões de eleitores legitimaram a eleição de Dilma. “Vejo com preocupação o impeachment. Considero o terceiro turno das eleições. Muitas pessoas não se conformaram com o resultado. Mas na democracia é preciso entrar pela porta da frente e não pelos fundos”, analisou. O petista disse esperar por dias melhores para o Brasil.

Ruimar Scortegagna (PT) disse que tem muita gente comemorando nesta segunda-feira, mas o que o país deveria estar triste, pois foi ferida a democracia. “Temos que respeitar os mais de 54 milhões de votos”, comentou. O petista destacou que foi possível perceber o ódio nas declarações de alguns deputados durante a votação. “Pessoas que não têm moral nenhuma para julgar. Minha preocupação é para que este ódio não seja transferido para a sociedade”, afirmou, citando alguns casos de racismo e discriminação que foram relatados pela imprensa nos últimos dias.

Vilmar Comassetto (PCdoB) afirmou que a análise do processo de impedimento não pode ser parcial e que é preciso lembrar que o processo, iniciado logo após o resultado das eleições, ainda está em curso. “Não podemos tapar o sol com a peneira. Defendo a investigação de todos. Sessenta por cento dos deputados que votaram ontem, respondem a algum processo”, comentou, ressaltando o amadurecimento da democracia nos últimos anos.

 

Fonte - Ascom/Câmara

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