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Assalto ao taxista: "Eu pensei que era o fim!" (vídeo)

Data 11/04/2017 às 15:56
Taxista Odair Luiz Bisognin recebe a Rádio Aliança e relata momentos de terror quando foi assaltado e agredido no sábado
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Foto: André Krüger/Rádio Aliança.
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Em fase final de recuperação hospitalar e exibindo as marcas das agressões sofridas durante assalto no fim de semana, o taxista Odair Luiz Bisognin, 37 anos, recebeu a reportagem da Rádio Aliança na tarde desta terça-feira, dia 11, no Hospital São Francisco, onde segue internado. Ele foi agredido por socos, chutes e atingido por oito facadas. Os agressores são três elementos que ele levava em seu táxi, durante uma corrida. O crime aconteceu no fim da noite do sábado, dia oito, no interior de Concórdia, na altura da comunidade de Santa Terezinha. 

Tudo que já foi informado pela Rádio Aliança, Bisognin confirma. Conta que um dos elementos pediu a corrida no ponto da rodoviária e avisou que outros dois estariam mais adiante, nas proximidades do Via Passarela, para irem mesmo destino. Sobre os que sentaram atrás, Bisognin destaca que "eu não vi o rosto deles". A intenção criminosa dos três também passou despercebida pelo taxista, que só notou a intenção dos "passageiros" quando foi atacado. 

Com os três no interior do veículo, ele fez o caminho pelo morro do Merlo. "Chegando lá encima, eles indicaram a direção. Na hora parei o carro e um deles me disse que era para parar no local combinado. Quando parei, o que estava atrás de mim me puxou o pescoço. O que estava atrás, mas a direita, começou a me dar socos na cara e aquele que estava do meu lado me deu as facadas", detalha. 

Odair relata que teve dificuldade para escapar. "Não conseguia me soltar do cinto, não podia baixar a mão porque estava defendendo a minha cara dos socos. Nesse momento, um deles gritava corte a cabeça dele, corte a cabeça dele! Quando consegui soltar o cinto, eu me livrei do que estava me agarrando e consegui abrir a porta. O que estava atrás de mim também saiu pelo mesmo lado e me deu um chute. Consegui fugir pelo meio deles e fui para uma casa", conta. Nesta residência, onde ele pediu ajuda, estava uma mulher sozinha. Ela teria acalmado o taxista e pouco tempo depois apareceu a polícia. "Quando vi o movimento de carro, pensei que fossem eles e corri para o fundo da casa. Até que ouvi um gritando 'chega, chega motorista! É a polícia. Aí já estava entregue!".

Bisognin confirma que não irá voltar para o táxi. "Não imaginava que fosse tão perigoso. Até meu cunhado que é taxista já foi assaltado duas vezes. Vou procurar outra coisa". 

Odair Bisognin deve receber alta do Hospital São Francisco nesta quarta-feira, dia 12. Sobre isso, ele diz "já posso ir para casa amanhã!", abrindo um leve sorriso. Sobre o episódio ele sintetiza "eu pensei que era o fim! Aí ia ser o fim". Porém finaliza que nasceu de novo e duas vezes.

(Com informações do repórter André Krüguer)

 

 

 

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