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Assembleia rejeita proposta da Fenaban e vota pela adesão à greve

Data 02/10/2015 às 07:10
Bancários devem paralisar os serviços nas agências de todo país a partir da próxima terça-feira
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Com 34 votos favoráveis à greve, cinco não favoráveis e três abstenções, bancários de Concórdia e região devem aderir as paralisações que iniciam em todo o país a partir da próxima terça-feira, dia seis, com início às 00h00 por tempo indeterminado. A votação foi realizada durante assembleia na noite de ontem, dia 1º, na sala de reuniões do Sindicato dos Comerciários, para deliberar sobre a contraproposta repassada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de 5,5% de reajuste salarial. 

A categoria pede 16% de reajuste incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real. Um novo encontro entre os bancários será realizado na próxima segunda-feira, dia cinco, às 18h, no mesmo local, para assembleia organizativa que irá mapear quais agências estarão paralisadas e como será o funcionamento local. 

De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Concórdia e Região, Luiz Junior Gubert, a grande maioria foi favorável a paralisação demonstrando a força da categoria e também a insatisfação perante a proposta apresentada pela Fenaban. “Os banqueiros ofereceram um reajuste de apenas 5,5%, sendo que a inflação cogitada é de 9,88% (INPC) . O reajuste oferecido está na contramão da lucratividade absorvida pelos bancos, que no mesmo período obteve média líquida foi de 25%. Entendemos que eles tem sim condições de atender as reivindicações da categoria, contratando mais trabalhadores para atender melhor a população e os clientes dos quais proporcionam resultado para as agências bancárias” destaca.

Segundo o presidente, e entidade está preocupada com a saúde do trabalhador que é também uma das principais reivindicações da categoria. “Está ocorrendo muitas demissões, associado ao excesso de trabalho para quem fica na agência e a falta de segurança bancária, motivada pelos assaltos em cidades próximas, inclusive com reféns. Se aceitarmos esta proposta será um retrocesso para a categoria e a economia do país.”, declara. 

Conforme o vice-presidente da entidade, Rogério Czarnobay, a mobilização da categoria é importante. “Os bancários concordaram com a indicação do Sindicato para que possamos paralisar as atividades forçando assim os banqueiros a melhorarem esta proposta que no eu entender é indecente e provocativa” destaca. 
Negociações

Após cinco rodadas de negociação entre o Comando Nacional da Greve e Fenaban, no último encontro realizado na sexta-feira, dia 25 de setembro, em São Paulo, os bancos apresentaram proposta de reajuste de 5,5% no salário, também na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche e um abono de R$ 2.500,00, não incorporado ao salário, proposta que não atendeu a reivindicação de 16% de reajuste salarial da categoria, incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real. 

Dentre as principais reivindicações, a categoria pede igualdade de oportunidades, segurança, saúde, PLR: 3 salários mais R$7.246,82; melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral; vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00; Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações, dentre outras reivindicações. (Ascom Sindicato dos Bancários) 

 

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