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Audiência Pública aponta que Casan deve promover melhorias em Seara

Data 21/09/2015 às 09:58
Uma Ação Civil Pública tramita em Seara desde 2012 em desfavor da Casan
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Em relatório apresentado pela Companhia, dentro dos trâmites da ação foi afirmado que os investimentos em Seara resolveram as reclamações feitas em 2012, considerando a integralidade das residências. Porém, exames de coleta de água enviados ao Laboratório Central do Estado (Lacen) constataram alterações relacionadas à potabildiade, turbidez e outros itens.

Além disso, o Ministério Público seguiu recebendo reclamações de moradores quanto ao abastecimento, situa-ções que motivaram a realização de uma Audiência Pública ontem para ouvir a sociedade e instrumentar a ação, visando a melhoria no abastecimento. “Principalmente nos pontos altos da cidade falta água e em alguns lugares o produto não é fornecido com a qualidade desejada, de acordo com os laudos que já recebemos.

Nosso objetivo agora é pegar esse material da audiência, juntar na Ação Civil Pública e abrir vistas à Casan para ver o que eles vão fazer para cumprir essa liminar que não está sendo cumprida no presente momento”, avaliou o promotor Michel Eduardo Stechisnki. Completou dizendo que a “Casan precisa de investimentos e de boa vontade para resolver essa situação em Seara”. 

Durante o encontro, a prefeita Laci Grigolo se manifestou defendendo a necessidade de melhoria na qualidade e na quantidade de água destinada ao município, uma vez que o serviço está deficitário e o manancial do rio Caçador não suporta maiores volumes de captação. Lembrou das tratativas para construção de uma adutora do rio Uvá, envolvendo o município, a empresa JBS e a Casan. Defendeu a obra como a principal alternativa para Seara, mas que depende de encaminhamentos por parte do governo do Estado.

Entre as manifestações, destaque para o único morador presente no encontro. Residente no bairro Garghetti, o principal ponto de reclamações sobre o abastecimento em Seara, Gelmino Marcanzoni criticou a demora pela tomada de providências. Relatou que na última segunda-feira mais uma vez passou o dia com as torneiras secas em casa e cobrou uma solução. “A discussão é válida, mas os que mandam precisam tomar a decisão de resolver o problema de Seara. São mais de 12 anos que estamos com esse problema. A nossa sorte é que está chovendo, por isso temos água, pois são os mesmos canos há mais de 30 anos. A população aumentou e nada foi feito. Isso não existe!”. 

Representando a Casan falou o gerente operacional da Superintendência de Chapecó, Arthur Seemann. Ele reconheceu o problema nas partes altas, sendo o ponto mais crítico o bairro Garghetti. Disse que entre as reclamações oficiais registradas, existe uma a cada quatro dias por falta de água e uma queda considerável com relação a insatisfação com a qualidade de água. Confirmou que está previsto no orçamento da Companhia para 2016 o investimento de aproximados R$ 2 milhões para construção de uma adutora que fará a ligação da Estação de Tratametno (ETA) diretamente ao bairro Garghetti. “O período mais crítico em Seara já passou. Houve melhora. Hoje ainda temos algumas dificuldades com os bairros mais altos. No caso do Garghetti, a água passa pela rede de distribuição da cidade e depende de equipamentos elétricos, que são duas bombas de recalque até chegar nas residências. Já foi feito o projeto da adutora para enviar a água diretamente ao bairro e a execução está prevista para o próximo ano”, afirmou. Conforme o gerente, esse é o único planejamento da Casan para Seara.

Reclamações

Além da situação do bairro Garghetti, foi registrada ainda a ocorrência de problemas nos bairros Vila Feliz, Niterói e Nações e loteamento Colina. A audiência contou com representantes da prefeitura de Seara, SDR, vigilância sanitária municipal e estadual, Procon, Câmara de Vereadores e Sindicato Rural. 

Fonte: Mariana Dal Piaz/Jornal Folha Sete

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