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Aumento no piso dos professores complica situação financeira das prefeituras

Data 19/01/2016 às 14:56
De 2009 até agora reajuste no salário dos professores acumula 125%, enquanto que a inflação foi de 55%
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O reajuste do piso do magistério, anunciado na semana passada pelo governo federal, vai causar grande impacto nas prefeituras. De acordo com o presidente da Federação Catarinense de Municípios (Fecam) e prefeito de Taió, Hugo Lembeck, desde 2009 o piso dos professores teve um aumento de 125%, enquanto que a inflação do mesmo período foi de 55%, ou seja, é uma variação muito grande e os municípios têm dificuldade em pagar para cobrir os aumentos. 


“Não que o professor ganhe o bastante, poderia e mereceria ganhar mais, mas o problema é como pagar”, reiterou o prefeito. Lembeck dá um exemplo prático de como o municípios têm sido onerados com esta questão. “Em 2013, com os recursos do Fundeb nós pagamos toda a folha dos professores e sobrou para a compra de um ônibus, em 2014 utilizamos 97% do Fundeb para pagar os professores e em 2015 foi utilizado todo o Fundeb para o pagamento dos professore e ainda não foi sufuciente, tivemos que tirar R$ 400 mil de outros setores para complementar a folha”, relatou. 


Para o presidente da Fecam o pacto federativo, que distribui os recursos entre as esferas municipais, estaduais e federal , é o grande empecilho para os municípios manter a saúde financeira. “É uma lei totalmente equivocada, hoje 60% da arrecadação dos tributos, dos impostos fica em Brasília, 23% vem para os estados e apenas 17% retorna para os municípios. E aonde que as pessoas moram? Onde elas vivem e procuram suprir suas necessidades? Quando precisa vai na Secretaria de Saúde do município, vai na Secretaria de Obras do município, educação é no município, ninguém vai lá em Brasília”, justificou Lembeck. 


A arrecadação dos municípios está em queda livre, como descreveu o presidente da Fecam, e as prefeituras estão utilizando todo o dinheiro apenas para dar manutenção a máquina pública, sem que sobre para investimentos.

 

“Isso acaba ferindo diretamente à população por que vai faltar serviço, vai faltar atendimento e a gente é obrigado fazer cortes porque o recurso é menor a cada ano. Estamos passando por um momento muito difícil no cenário nacional e na administração pública. Eu vivencio esse trabalho na administração pública desde 1982 praticamente, posso afirmar que é a pior crise econômica que estamos vivendo, um momento muito delicado e muito difícil”, Finalizou Lembeck.

 

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