Bancários de Concórdia votam pela greve a partir da próxima semana
Durante assembleia geral extraordinária, realizada na noite de ontem, bancários que integram a base de Concórdia e Região votaram pela rejeição da proposta da Fenaban, apresentada no último dia 29 de agosto de reajuste de 6,5% no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. A oferta não cobre a inflação do período e representa perdas de 2,8% para o bolso de cada bancário. Com a decisão, a categoria que integra bancos públicos e privados do país, deflagrou greve a partir de seis de setembro. Na base de Concórdia a medida deve passar a valer a partir de oito de setembro.
Após quatro rodadas de negociações com o Comando Nacional de Greve, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) propôs reajuste de 6,5%, valor abaixo do esperado pela categoria que pede 14,78% de reajuste salarial, sendo reposição da inflação mais 5% de aumento real. Desde o dia nove de agosto, quando foi entregue a minuta de reivindicações a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), a classe aguarda por um parecer positivo nas negociações, sentimento que durante quatro encontros, foi frustrado para a categoria.
Reivindicações
Os eixos centrais da Campanha Nacional 2016 são: reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, combate às metas abusivas, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização, mais segurança, melhores condições de trabalho. A defesa do emprego também é prioridade, assim como a proteção das empresas públicas e dos direitos da classe trabalhadora.