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Bombeiros Militares afirmam que objetivo é unificar

Data 19/08/2014 às 16:45
Militares participam de Sessão na Câmara de Vereadores em Concórdia
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Por requerimento do vereador Artêmio Ortigara (PMDB) os Bombeiros Militares do Estado tiveram espaço para explanar sobre o trabalho, estrutura e objetivos em Concórdia, durante a sessão desta terça-feira, 19. A corporação foi representada pelo coronel Balsan, que coordena os trabalhos dos Militares na região, mas está sediado em Joaçaba.

O momento oportunizou o encontro dos Bombeiros Militares e Bombeiros Voluntários, que há tempos travam uma “luta” pelos diretos legais de prestar os serviços à comunidade. O plenário ficou dividido. De um lado os representantes dos Voluntários e de outro, os Militares. A disputa e diferenças, nitidamente visíveis, foi, de certa forma, amenizada nas palavras do coronel Balsan, que disse que o objetivo é unificar as corporações, para que trabalhem em conjunto.

“Não queremos polemizar. O desejo é unificar e não criar atritos”, destacou o coronel, ressaltando que a missão dos Militares é fazer com que a legislação seja cumprida, mesmo não estando presente em todos os municípios catarinenses. Segundo o comandante, eles estão em Concórdia para ajudar a pagar a conta (despesas que o Estado tem com os Militares). “Somos bombeiros durante 24 horas e estamos sempre prontos para atender, como um médico, por exemplo”, afirmou o coronel, mesmo admitindo que a corporação não conta com a estrutura para atender emergências em Concórdia. 

Balsan ainda fez questão de dizer que o Estado investiu R$ 32 milhões nos Bombeiros Militares neste ano e que Concórdia não foi contemplada. O motivo é a não legalização de um convênio com os Voluntários. A questão do investimento foi um dos pontos questionados pelo vereador Edilson Massocco (PMDB), que utilizou a tribuna para afirmar que o trabalho dos Militares em Concórdia é desnecessário, por ser em duplicidade dos Voluntários.  “Este sistema é falido no Estado e no Brasil”, destacou o vereador dizendo que 4780 municípios brasileiros estão desassistidos pelos bombeiros, Militares ou Voluntários.

Contraditório

Para Massocco, não adianta ter o médico se não tiver o remédio para tratar e voltou a repetir o compromisso assumido pelo governado Raimundo Colombo, em passagem por Concórdia, que onde tem Voluntário não haveria Militar.

O líder do governo na Câmara, Evandro Pegoraro (PT), disse que a corporação dos voluntários foi construída pela comunidade, pelo fato de estar desassistida pelo Estado e por isso, o apoio atualmente é tão forte a esta entidade, que tem atuado bem no município. “Se somos a 14ª economia do Estado, gerando receita, também queremos uma fatia dos investimentos”, solicitou Pegoraro, ressaltando que o apoio aos Voluntários e a busca de recursos para eles, é o caminho mais curto, já que a demora para que os Militares tenham toda a estrutura necessária seria muito grande.

Arlan Guliani (PT) destacou que a opinião dos vereadores em torno do assunto é consensual e que é preciso unir forças para levar os Militares aos municípios que não contam com bombeiros e para que Concórdia também seja contemplada com recursos do Estado. Por Édila Souza. 

 

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