Caro Governador Colombo, Concórdia não precisa de Bombeiro Militar
O velho, batido, embora sempre polêmico tema envolvendo a atuação dos Bombeiros Voluntários e Bombeiros Militares, ganhou mais um capítulo na sexta-feira, durante encontro na Agência de Desenvolvimento Regional em Concórdia. O registro fotográfico do colega André Kruger, (Anexo)é autoexplicativo, a relação entre as corporações é melindrosa, separatista – cada um no seu quadrado, mesmo porque, as áreas de atuação pode ser convergente.
Pelo que penso não há nenhuma razão de instalar corporações militares, onde a corporação de Bombeiros Voluntários funciona bem, e este é o caso de Concórdia. Há exceções é verdade, é o caso de Seara, onde houve uma junção entre as duas corporações, construindo uma corporação comunitária. Mas, em Seara, é preciso dizer, a situação financeira dos Bombeiros Voluntários era de calamidade – as razões para se chegar aonde chegou, não vem ao caso neste momento. O exemplo, serve somente para ilustrar a tese.
Logo, a tese que defendo vem de encontro ao que está sendo defendido na Assembleia Legislativa. Durante a semana, o deputado Valdir Cobalchini (PMDB) e o deputado Darci de Matos (PSD), falaram ao jornalismo Aliança, foram unânimes - “Não há nenhuma razão para que os Bombeiros Militares se instalem onde já há Bombeiros Voluntários”. Todo o debate que se faça sobre este tema, por mais produtivo que possa ser, não será senão mera ação sobre um tema que me parece já conclusivo. Por esta razão, escrevo ao governador Colombo para enfatizar que “Concórdia não precisa de Bombeiro Militar”. Me parece a decisão natural, entretanto, volto a defender a tese para, indicar a reflexão e permanecer aberto para ser convencido do contrário.