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Caso Luiz Otávio deixa situação da Chape em xeque na Libertadores

Data 18/05/2017 às 15:20
Clube e CBF alegam que não foram informados sobre suspensão do jogador.
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Divulgação.
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O túnel de acesso ao gramado de La Fortaleza. Faltava pouquíssimo tempo para o início da Lanús e Chapecoense, jogadores preparados para perfilarem-se rumo ao gramado e deu-se início a confusão. Munido de um ofício arquivado no celular, o delegado da partida informou aos brasileiros da suspensão de Luiz Otávio - logo ele, que praticamente 90 minutos depois decidiria a vitória da Chape por 2 a 1. Era o ato inicial para uma confusão que durou poucos minutos antes de a bola rolar e deixou sub judice o resultado que embola o Grupo 7 da Libertadores. O GloboEsporte.com aponta o passo a passo do imbróglio.

A checagem habitual de jogadores aptos a jogar com a súmula da partida foi o ponto de partida para decisão do delegado de entrar em contato com a Chapecoense. Em suas anotações, Luiz Otávio constava como suspenso, mas fazia parte dos relacionados como titular. O contato inicial se deu com o supervisor Michel e logo se espalhou. Dirigentes e jogadores dividiam o espaço, e a notícia de última hora revoltou os responsáveis pelo clube catarinense.

Em um primeiro momento, o diretor de futebol, Maringá, entre protestos, ameaçou não entrar em campo. Por outro lado, o executivo Rui Costa rechaçou a possibilidade. Quem tomou frente das argumentações foi o presidente Maninho. Revoltado como poucas vezes se viu, no relato de pessoas presentes, o mandatário bradava que o episódio tratava-se de uma vergonha, até que bancou a escalação de Luiz Otávio mesmo diante da informação. O delegado da partida, por sua vez, defendia-se apresentando em seu celular um documento da Conmebol informando da punição de três partidas.

Rapidamente, dirigentes da Chape trataram de fazer contatos com o Brasil. No clube, a caixa de e-mails foi vasculhada e nenhum comunicado da Conmebol encontrado. Em seguida, a CBF também garantiu não ter sido informada. Por último, até mesmo um advogado foi acionado. A resposta de todos foi a mesma: não havia registros de ofício sobre a suspensão de Luiz Otávio. Diante dos fatos, a posição de manter a escalação inicial foi confirmada.

Nesse meio tempo, Vagner Mancini já procurava alternativas. Fabrício Bruno, que tinha sido cortado do banco de reservas e se encaminhava para os camarotes, foi chamado às pressas, trocou de roupa, mas sua inscrição na partida foi vetada pela Conmebol uma vez que a súmula estava fechada. A intenção do treinador era colocar Nathan como titular e tê-lo como opção no banco. A recusa foi outro ponto de insatisfação no Verdão.

Figura central da polêmica, Luiz Otávio teve sua participação em dúvida até com o time perfilado. Em determinado momento, vestiu o agasalho, como se fosse para o banco de reservas, só que logo voltou atrás. Diante dos fatos, o delegado da partida lavou as mãos, o que mudou o foco da insatisfação: a diretoria do Lanús passou a questionar um posicionamento mais firme. Entretanto, não havia tempo para mais nada e as equipes subiram para o gramado.

Ainda no intervalo, o clube argentino oficializou o protesto na Conmebol. A Chape, por sua vez, garante que sequer tinha a informação da punição além da suspensão automática para Luiz Otávio. No campo, deu Brasil. Na tabela da Libertadores no site da entidade sul-americana, os pontos estão computados. Mas os dois clubes aguardam um posicionamento oficial para esta quinta-feira. O jogo em Buenos Aires acabou, a disputa não.

(Fonte: Globoesporte)

 

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