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Chapecoense que mora em Paris fala do horror provocado pelos ataques (veja)

Data 14/11/2015 às 09:59
Além dos mortos, muitos feridos graves seguem internados
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Christian Hartmann/Reuters
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Distante geograficamente mas próxima em sentimento, Paris recebe hoje de todo o mundo, um pouco de sua atenção, de sua dor e solidariedade frente aos ataques terroristas em cinco pontos da cidade, que deixaram já confirmados, 120 mortos, e outros 200 feridos, dos quais 80 em estado grave.

Segundo as informações fornecidas pelas principais agências de notícias nacionais e mundiais, este já é o maior ataque terrorista vivido pela França.  Os crimes, aconteceram de forma simultânea, em cinco pontos da cidade. O mais sangrento e com mais mortes aconteceu em uma casa de shows, Bataclan, onde atiradores armados com fuzis atiraram contra as vítimas,  e ocasionaram pelo menos 80 mortes.

Os outros ataques aconteceram em Bares, Restaurantes, e também nas proximidades do Stade de Frande, onde França e Alemanha disputavam um amistoso. Homens atirando e fortemente armados, ou ainda carregando bombas e se detonando com elas provocaram pânico e muita dor na cidade, que nesta manhã de sábado (14) procura entender o ocorrido. Dois brasileiros, ficaram feridos, um deles segue internado e ainda inspira cuidados.

A reportagem do TUDOSOBRECHAPECO conversou logo no início da manhã deste sábado com a catarinense Carmem Giongo, natural de Águas de Chapecó e que reside hoje em Paris. A psicóloga morou por anos em Chapecó, onde também vive toda a família. Para a reportagem ela contou que mora muito próximo a um dos locais, e que ainda todos buscam por respostas.

- A maioria dos atentados aconteceram no meu bairro. Um dos ataques, ao bar La Belle Equipe foi aqui atrás de casa, uns 500 metros. Eu não ouvi nada, porque é algo que você não fica atenta. Eu estava no sofá, dormindo e minha irmã começou me ligar preocupada. Ela viu antes que eu. Depois disso muitas ligações e mensagens. Meus amigos daqui, colegas de trabalho, todos ligando e buscando informações sobre o estado de cada um. Graças a Deus nada aconteceu com meus amigos. Mas o estado é de pânico, terror mesmo - comenta.

Carmem conta ainda que as autoridades estão orientando os moradores a não saírem de casa. Foi decretado situação de emergência, e as fronteiras estão fechadas. Oficialmente, até o fechamento desta, ainda nenhum grupo radical assumiu os atentados. Em um vídeo, gravado especialmente para a reportagem do TUDOSOBRECHAPECO.net Carmem conta como foi a noite, e como o temor paira sobre a cidade.

 

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