CMN deve ratificar hoje auxílio à suinocultura
As medidas de auxílio, anunciadas pelo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, no último dia treze, deverão ser ratificadas hoje pelo Conselho Monetário Nacional. Essas ações foram acordadas entre o governo e a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos, ACBS. As medidas fizeram com que o preço da carne suína subisse em até 20% em algumas cidades. O governo anunciou um leilão de prêmio de escoamento do produto para apoiar a comercialização de suínos vivos com um preço de referência de R$ 2,30 por quilo, nas regiões Sul e Sudeste, e de R$ 2,15, no Centro-Oeste. Se o preço de mercado estiver abaixo desse patamar, o produtor poderá recorrer a um subsídio de até R$ 0,40 por quilo. O objetivo é apoiar a comercialização de 76 mil toneladas de suínos, com um dispêndio estimado em mais de R$ 30 milhões.
Esse pacote de medidas também prevê a prorrogação das dívidas de custeio e investimento e a criação de uma linha especial de crédito, com R$ 200 milhões disponíveis, a um juro de 5,5% ao ano, para produtores, agroindústrias, cooperativas e varejistas que comprarem leitões ao preço de R$ 3,60 o quilo. Além disso, estabelece uma linha de crédito para financiar a retenção de matrizes, com limite de R$ 2 milhões por produtor, com até dois anos de prazo e juro de 5,5%. Por fim, destina R$ 300 milhões, com juros de 5,5% ao ano e prazo de até cinco anos, a uma linha de crédito para o pagamento de dívidas fora do sistema bancário.