Antigas
Cocaína no sangue
Laudo do IGP revela que aposentada de 70 anos que morreu em queda de janela em Piratuba tinha cocaína no sangue
O caso da aposentada que morreu após ter caído da janela da cozinha em Piratuba no início da tarde do dia 24 de setembro de 2012, deve ter outro desdobramento a partir de uma constatação do Instituto Médico Legal (IML) de Joaçaba.
Perícia toxicológica detectou a presença de substância cocaína no sangue da vítima. O detalhe que chama a atenção é que vítima, Clotilde Pires da Silva, tinha 70 anos. A Polícia Civil de Piratuba abriu inquérito para investigar a morte da aposentada que residia na rua 1º de Maio, saída para Capinzal.
A época, o Corpo de Bombeiros foi chamado, por volta das 14h, para socorrer a aposentada que teria supostamente caído da janela da cozinha de uma altura de 6,5 metros. A vítima estava inconsciente, apresentava fratura na perna esquerda, um corte profundo na face, além de suspeita de traumatismo crânio-encefálico e hemorragia interna. Ela foi encaminhada às pressas a Unidade de Saúde de Piratuba, mas não resistiu. A perícia fez o levantamento no local.
O fato de haver cocaína no sangue da vítima suscita dúvidas de familiares quanto às circunstâncias que levaram à morte da aposentada. De posse dos laudos pericial e toxicológico, Marilu Pires da Silva, de 42 anos, diz estar intrigada com o ambiente em que ocorreu a queda. Para ela, o fato de ter sido encontrado vestígio de entorpecente reforça a tese de que a mãe foi empurrada da janela, e não caído acidentalmente como vem sendo levantado.
Exame cadavérico realizado pelo IGP revelou que a aposentada apresentava diversas fraturas pelo corpo, muitas, incomuns em casos de queda de altura. Ela afirma que havia muito sangue espalhado pela casa, o que pode evidenciar que ela tenha sido agredida antes da suposta queda. Segundo Marilu, próximo à janela havia uma mesa com um balde e um pano, sem cadeira, o que dificultaria muito a subida dela à mesa devido à idade. Um pé-de-cabra com manchas de sangue e vestígios de cabelos também teria sido encontrado na casa.
Ela também estranha o fato de que ao chegar à casa encontrou o portão e a porta da casa fechados. A filha revela que no dia da morte ligou por volta das 11h30 para a mãe que teria dito, em baixo tom de voz, que precisava conversar com a filha e que iria à casa dela ao meio-dia e meia, o que acabou não acontecendo. O inquérito aberto pela Polícia Civil de Piratuba, segundo ela, ainda não foi concluído. Marilu diz ter forte suspeita de quem possa ter cometido o eventual crime.
Ela completa dizendo que todas as informações e suspeita já foram repassadas à polícia, e espera agora que o Poder Judiciário de Capinzal determine os encaminhamentos necessários. Marilu acredita que testemunhas podem estar sendo coagidas, e admite que está sofrendo ameaças, mas, por precaução, prefere não revelar de quem. Clotilde Pires da Silva morava com o companheiro.
Enquete
Clima
Tempo em Concórdia-SC
Umidade:
Vento:
Antigas