Conferência da Cidade de Concórdia discute abastecimento de água
Melhorias no abastecimento de água e a implantação do sistema de tratamento de esgoto foram as principais temática debatidas na abertura da 5ª Conferência Municipal da Cidade e 3º Congresso Municipal de Concórdia. O engenheiro sanitarista Paulo Vila, que foi o responsável pela elaboração do "Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica dos Sistemas de Água e Esgoto da cidade de Concórdia", apresentou o documento para as 193 pessoas que participaram da Conferência.
No estudo foi analisada a viabilidade técnica e econômica do sistema e projetados os investimentos para os próximos 30 anos, com capacidade de atender uma população de quase 95 mil habitantes. Atualmente, a Casan necessita de 180 litros de água por segundo para atender 70 mil pessoas. Com melhorias no sistema de abastecimento e na rede de distribuição, poderá ser reduzido o volume de 50% de perdas de água tratada e atender uma população de quase 100 mil habitantes com 173 litros por segundo.
Para modernizar o sistema de abastecimento de água e implantar o tratamento de esgoto ao longo de 30 anos, será necessário investir mais de R$ 180 milhões, sendo R$ 44,7 milhões para a distribuição de água, R$ 125 milhões para o tratamento de esgoto e R$ 11 milhões para a operação do sistema. Paulo Vila explicou que os investimentos são economicamente viáveis, no entanto o fluxo de caixa de quem operar o sistema passa a ser positivo apenas a partir do 13º ano de investimentos.
Além de apresentar esses números aos conferencistas, também se debateu o futuro da operação do sistema em Concórdia, que atualmente é feito pela Casan. O vice-prefeito de Concórdia, Neuri Santhier, pontuou que o crescimento da população urbana no Município, que abriga 85% dos habitantes na cidade, exige planejamento em longo prazo. Ele frisou que o Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável (CMDS) sugeriu que a Administração Municipal contratasse esse estudo para debater o assunto com seriedade e conhecimento da realidade atual. "A falta de água é um problema que atinge grande parte da nossa população. Esses números são fundamentais para definirmos os próximos encaminhamentos com segurança e responsabilidade", ressaltou.
A intenção da Administração Municipal é expandir o debate com a sociedade para definir se o futuro do abastecimento de água deve continuar sendo operado pela Casan ou se opte por um novo modelo que melhore a prestação do serviço e seja economicamente viável. "A cidade é a nossa casa coletiva e queremos debater o futuro dela com consciência e seriedade", disse a diretora municipal de Obras e presidente da Comissão Organizadora da Conferência, Marilu Matiello.
Fonte: Ascom Prefeitura de Concórdia