Conselho de Saúde reclama de que não foi ouvido sobre a UPA
Membros do Conselho Municipal de Saúde de Concórdia estão questionando o encaminhamento dado pela Administração Municipal ao decidir pela não abertura da Unidade de Pronto Atendimento, a UPA 24 horas. O assunto foi tema de reunião extraordinária do conselho, com membros da Secretaria Municipal de Saúde, na terça-feira, dia 12. Como já informado pela Rádio Aliança, a Prefeitura de Concórdia decidiu não abrir a UPA, cujo prédio para a unidade já está pronto, porém sem uso. O local deverá ser destinado para outra finalidade. A confirmação de que a unidade não será aberta se deu na última semana.
Em entrevista ao Primeira Hora da Rádio Aliança desta segunda-feira, dia 11, o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Valdir Azeredo e Silva, disse que o órgão não havia sido comunicado dessa decisão da Prefeitura. "Surpreendeu o conselho porque o estudo veio e só ficou na mão da Administração e não chegou até aos conselheiiros para análise e tomada de decisão", destaca.
Azeredo também diz que nenhum conselheiro recebeu cópias desse documento. De acordo com ele, representantes da Secretaria Municipalda Saúde teriam prometido ainda no dia de ontem providenciar o documento e repassá-lo aos membros.
Por fim, o presidente do Conselho Municipal de Saúde criticou o encaminhamento dado pela Prefeitura sobre esse assunto. "Nos sentimos com cara de palhaço. Só faltou o nariz! Para nós chegou uma decisão pronta. A Prefeitura queria a aprovação e nós não tínhamos conhecimento do documento", lamenta. Valdir também destaca que se fosse colocar em votação, a decisão de não abrir a UPA talvez não fosse aprovada. "Me parece meio faca no pescoço. As coisas não são bem assim! Nós temos que olhar a sociedade", finaliza.
O Conselho Municipal de Saúde de Concórdia é formado por representantes de vários órgãos da sociedade civil organizada e visa discutir assuntos relativos à ações voltadas para assegurar e desenvolver o setor da saúden o município.