De novo a troca de treinadores (Opinião, por Jocimar Soares)
"A bolsa de apostas de Concórdia" apontava que o favorito para substituir Agenor Piccinin frente ao Concórdia Atlético Clube era Amauri Knevitz. Para a surpresa geral, menos da direção, o nome de Abel Ribeiro foi oficializado para a inglória missão de recolocar o CAC na rota do acesso à elite de 2015.
Não será fácil! O tempo é bastante curto e o desafio gigantesco. Afinal de contas, como reaglutinar o grupo de jogadores, incutir a nova filosofia de trabalho e ter o elenco na mão em tão pouco tempo? Para mim, algo impossível de acontecer. Mas Abel Ribeiro, que estava no Metropolitano e conseguiu feitos importantes por lá também na série D do Brasileirão, aceitou a parada e já está trabalhando no Estádio Municipal Domingos Machado de Lima.
Parece que trocar de técnico na parte quente da competição é uma sina que persegue o Galo do Oeste. No ano passado, o Suca saiu nesta altura da competição e Amauri Knevitz veio para tentar salvar o time, mas não deu!
Em 2012, ano que o clube reiniciou a trajetória na segundona, Nestor Simionatto veio para ser o xerife dessa recondução à série A. Mas sucumbiu junto com o time na semifinal do turno, no tumultuado jogo contra o Atlético Tubarão. Joceli dos Santos chegou e fez uma passagem meteórica e depois a coisa caiu na mão de Joseílton de Almeida.
No ano do acesso, em 2011, o projeto da participação que começou atravessado como um todo iniciou com Luiz Müller, que ficou três rodadas; Jorge Anadon assumiu o barco e o resultado mais expressivo foi um empate contra a Chapecoense em 2 a 2, na Arena Condá. Por fim veio Amauri Knevitz que quase "salvou" o time do rebaixamento naquela ocasião.
A troca de treinadores, embora seja um método muitas vezes inadequado, se tornou corriqueiro no futebol brasileiro. O Concórdia também é acometido por esse fator nos últimos anos. Por aqui, essa mudança sempre urge com a esperança de melhora no cenário. Se antes essas trocas eram motivadas por decisões palacianas, desta vez a saída de Piccinin foi de iniciativa do próprio técnico. Não importa a causa, o que interessa é o fato disso estar acontecendo de novo e todos sabem o resultado obtido quando o CAC trocou de comandante nesta fase do campeonato, em anos anteriores! Não estou fazendo pré-julgamento do trabalho de Abel Ribeiro, cujo currículo eu respeito muito. Mas baseado no passado, essa situação não me faz crer numa reviravolta mirabolante no time, assim como se espera e se exige.