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Delegado regional diz que Carolina foi morta por asfixia (vídeos)

Data 27/06/2016 às 12:01
Não há nenhum indício de abuso sexual, nem no local do crime, nem na análise pericial do IML”, esclareceu Régis.
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Carolina Mattos, 18 anos, foi abordada no ponto de ônibus, levada para o matagal, amarrada com o cadarço do seu tênis e asfixiada com a própria bolsa em Vidal Ramos, interior de Capinzal. Os detalhes do crime foram repassados pelo delegado regional Daniel Régis, em coletiva com a imprensa na manhã desta segunda-feira (27), em Joaçaba. Na ocasião, foi apresentada a faca utilizada pelo adolescente de 17 anos para abordar a vítima, além de seus pertences encontrados no local.

A jovem saiu de casa para apanhar ônibus no final da tarde da última sexta-feira (24) com destino a Joaçaba, onde cursava fisioterapia. Os colegas estranham sua ausência na universidade e comunicaram a família, que registrou seu desaparecimento.

Na manhã do sábado, populares iniciaram as buscas nas proximidades do ponto de ônibus, até que foram informados que o corpo havia sido encontrado em um matagal. O autor do crime foi quem apontou onde estava o corpo, na tentativa de despistar a polícia, no entanto, foi conduzido, juntamente com outro menor para esclarecimentos.

O adolescente caiu em contradições até que confessou o crime, sendo descartada a participação do outro jovem. A investigação aponta que a abordagem foi violenta, pois a capinha do celular e o fone de ouvido foram encontrados no local por populares, quando faziam buscas. “Não há nenhum indício de abuso sexual, nem no local do crime, nem na análise pericial do IML”, esclareceu Régis. “Se ele não contar os motivos, talvez nunca saberemos”, acrescentou, ao ser questionado sobre a motivação.

O suspeito, que é natural de Medianeira/PR, chegou a dizer que mantinha um relacionamento com a vítima, o que foi descartado por testemunhas e pelas evidências. Ele contou que havia escondido o celular de Carolina na casa do cunhado, onde residia há cerca de quatro meses, próximo a residência da vítima.  

O autor ficará recolhido provisoriamente pelos próximos 45 dias, até que haja a conclusão e sentença, que poderá determinar o recolhimento até os 21 anos de idade. O inquérito deverá ser remetido pela polícia na próxima quinta-feira ao Ministério Público.

Tentativa de linchamento

O delegado regional atribuiu o tumultuo e tentativa de linchamento a divulgação de informações errôneas a respeito do crime. “No momento que levaríamos o suspeito até a delegacia de Joaçaba houve aquela tentativa de linchamento, que se deve a divulgação absurda e inconsequente de alguns profissionais que se dizem da imprensa, ao informar um possível crime sexual ou esquartejamento, que nada teve haver. A informação gerou aquela confusão. Colocou o menor investigado, os policiais e certamente a população em perigo, já que por óbvio não permitiríamos que houvesse justiça pelas próprias mãos”.

Durante a confusão, o jovem fugiu da viatura e correu para o mato, sendo localizado a quatro quilômetros do local. (Caco da Rosa) 

 

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