Demora na UFFS e cortes no La Salle são exemplos negativos da educação
O governo da presidente Dilma Rousseff, anunciou aos quatro ventos que este seria o governo da “Pátria Educadora”. Pode até ser no discurso e nas peças de marketing do governo. Na prática estamos muito longe disso, as Universidades Federais estão na míngua, a ponto de professores e técnicos administrativos permanecerem em greve por longos períodos neste ano. Em Concórdia, o anúncio de um Campus da Universidade da Fronteira Sul é adiado há vários anos. A prefeitura cumpriu a sua parte e o governo federal só enrola.
Agora o governo do Estado anuncia o corte de vagas no ensino médio. Em Concórdia turmas do noturno na Escola Estadual de Educação Básica São João de La Salle, seriam as primeiras a passarem por este processo de reenquadramento, e o motivo seria o corte de custos. As turmas atuais permanecem, mas não seriam ofertadas novas vagas.
Pelo que se apresenta tanto o governo federal quanto o estadual, estão dispostos a cortar na educação. Neste caso, a meu ver, cortam no lugar errado. A educação, talvez seja uma das poucas ações de governo que permitem a liberdade do cidadão. Não há nada mais libertador do que um cidadão instruído e qualificado. Sobretudo, no aperto econômico que passamos.
Mas, ao que tudo indica, os governos não estão nem aí para a educação. Primeiro reduziram ao máximo os salários dos professores, numa tentativa de desestimular a categoria e seus profissionais. Não satisfeitos, agora tratam de precarizar as estruturas e as instituições escolares.
Uma pena, vivemos o discurso da Pátria Educadora e a prática de um governo que preza a esmola para o povo e a depredação da educação brasileira, em todos os níveis. Numa coisa os governos estão certos é mais fácil manipular um povo sem educação. E na marcha que vai, cortam o pouco que sobrou na saúde e morremos todos.