Desafio da PM são os pequenos furtos
Os pequenos furtos são a porta de entrada para a criminalidade. A afirmação é do comandante do 20º Batalhão da Polícia Militar de Concórdia, tenente coronel Edvar Fernando da Silva Santos, que ocupou a tribuna durante a sessão desta terça-feira, 16. Sua participação no Legislativo ocorreu por solicitação do vereador Artêmio Ortigara (PMDB), que entendeu oportuna uma apresentação oficial do novo comandante aos vereadores e consequentemente à população. Santos afirmou que os pequenos furtos são o maior desafio da PM no município. As ocorrências têm tido números elevados nos últimos meses, principalmente nos bairros.
O comandante disse que a grande maioria dos registros está diretamente relacionada a entorpecentes. Quer dizer que, os furtos são realizados com o objetivo de adquirir drogas. “As residências dos bairros são as mais atingidas porque os moradores passam o dia trabalhando na área central e os imóveis ficam vazios”, explicou Santos, adiantando que tem a intenção de implantar em Concórdia o programa Vizinho Solidário ou Vizinho Amigo, que já está em andamento e tem dado bons resultados em algumas cidades catarinenses. O comandante também destacou a eficiência do grupo de policiais, que tem conseguido recuperar diversos objetos de furto, além de apreensões de entorpecentes. “Em 2013 foram apreendidas 432 pedras de crack, por exemplo”, informou.
Efetivo e financeiro
O comandante também expôs as dificuldades financeiras e de efetivo do Batalhão. No total são 194 policiais para a região, que abrange 13 municípios. Destes 104 estão em Concórdia e 90 distribuídos nos outros 12. Citou o exemplo de Presidente Castello Branco e Peritiba, que contam com três policiais. “Tem um profissional a cada dia. Já houveram casos de atentado a vida dos profissionais nestes municípios. Não me perdoaria perder um policial por falta de efetivo para prestar apoio”, comentou o comandante. Segundo ele, a receita para manter a estrutura vem da rádio patrulha. “Trato as multas como uma consequência e não um objetivo da Polícia Militar”, afirmou. Segundo Santos, a parte financeira incomoda, mas o dever da segurança pública é do Estado Federativo, isso quer dizer União, Estado e municípios. (Ascom Câmara de Vereadores).