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Direção: atitude precipitada

Data 16/07/2013 às 15:16
Presidência da Sociedade Beneficente Piratuba e Ipira se manifesta sobre mobilização dos funcionários da entidade hospitalar.
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A direção da Sociedade Beneficente Piratuba e Ipira se manifestou na manhã de hoje sobre a medida tomada por 14 funcionários da unidade hospitalar. Os trabalhadores passaram a atender somente casos de urgência e emergência, a partir de hoje. Em nota divulgada na tarde de segunda-feira, os funcionários estão respondendo à possibilidade terem atraso ou ficarem sem salários nos próximos meses em função das dificuldades financeiras por qual passa o hospital. O assunto começou a ser abordado pela Rádio Aliança nas últimas semanas.

Em entrevista ao Jornal da Manhã desta terça-feira, o presidente da Sociedade, Cláudio Rogge, reconheceu que é um direito dos funcionários reivindicarem seus direitos e condições de trabalho, porém observa que por enquanto nenhuma conta está em atraso e os salários estão em dia. Em face da atual situação, Rogge considera precipitado o movimento que, de acordo com ele, tem apenas fins políticos.

O presidente da Sociedade Beneficente Piratuba e Ipira explica que são três fatores que estão levando a unidade hospitalar para a dificuldade financeira. A primeira delas é a defasagem da tabela SUS; a segunda é o não reajuste do repasse mensal das duas prefeituras desde o ano de 2003. Já o terceiro ponto seria a falta de médicos. Sobre este último, o presidente da Sociedade Beneficente Piratuba e Ipira diz que não há profissionais médicos para a realização de procedimentos pela própria unidade e que façam parte do quadro do hospital. Frisa que os médicos são contratados pelas duas prefeituras para o atendimento nas unidades de saúde e prestam atendimento na unidade hospitalar somente quando há encaminhamento de internação pelos mesmos.

Sobre a possibilidade de haver atraso nos salários, como destacado pelos trabalhadores, Rogge disse que existe. Por outro lado, entende que as prefeituras deveriam assumir o compromisso porque ambas são sócias. Finaliza que a unidade hospitalar não pode ficar dependendo de rifa, janta, doações e outras ações da comunidade.

Funcionários

O Jornal Aliança desta terça-feira também ouviu a técnica em enfermagem, Aniele Jéssica Pedrussi, que falou em nome dos funcionários do Hospital Beneficente Ipira e Piratuba. Ela disse que já estão faltando medicamentos e que na última reunião que houve com a direção da unidade hospitalar, foi ventilada a possibilidade de pagar somente metade dos salários nos próximos meses. Aniele diz que os profissionais estão pedindo ajuda às duas prefeituras para que a situação do hospital não fique agravada. Observa que os trabalhadores temem pelo emprego e a população teme pelo não atendimento médico através da instituição. Ela diz que a situação está sustentável até o final do mês. Finaliza que todos os funcionários adotaram essa medida de atender somente casos de urgência e emergência.
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