Diretor do HSF diz que se busca credenciamento desde 2006
O credenciamento dos serviços de cirurgias de cardiologia pelo SUS e os investimentos em novos serviços no Hospital São Francisco foram os assuntos de destaque na Câmara de Vereadores na sessão da noite desta segunda-feira, 10 de julho. Por requerimento dos vereadores Edno Gonçalves (PDT) e Closmar Zagonel (PMDB), o diretor geral do hospital, Edio Rosset, usou a tribuna no Legislativo para explicar como está sendo a utilização do equipamento de hemodinâmica, que permite que exames específicos e procedimentos cirúrgicos em cardiologia sejam feitos em Concórdia. Rosset frisou que o hospital sempre buscou o credenciamento pelo SUS. “O primeiro documento enviado ao Estado pedindo esse credenciamento do serviço tem data de 2006”, destacou.
Edio Rosset fez um retrospecto das tentativas de credenciamentos, que iniciaram há mais de 10 anos. Ele falou que o Hospital São Francisco sempre lutou para atender pelo SUS. “O Estado diz que nós pedimos o credenciamento apenas em 2016 e Caçador fez em 2014. Mais uma vez parece que nós ficamos de lado”, lamentou.
O secretário de Saúde, Sidinei Schimedt, também participou do debate com os vereadores e foi enfático ao afirmar que foi feito tudo o que estava ao alcance do hospital e do Município para conseguir esse credenciamento. “Na conversa que eu tive com o próprio secretário de Estado, a gente percebe que não é questão de falta de leito de UTI ou de estrutura hospitalar. Na verdade é uma questão de planejamento do Estado e ele entende que o melhor lugar é Caçado”, lamentou. Schimidt comentou que chegou a pedir um novo parecer sobre este assunto, o que foi negado.
Os vereadores Edno Gonçalves e Mauro Freta (PSB) questionaram o fato de o equipamento de hemodinâmica ser adquirido com recursos repassados pelo Estado, mais de R$ 1 milhão, e estar sendo usado apenas para atendimentos de particulares e convênios. A sugestão deles é que os médicos e o hospital dêem uma contrapartida à população e ofereçam alguns atendimentos gratuitos.
O secretário de Saúde diz que vê como positiva essa sugestão dos vereadores. Edio Rosset respondeu que vai levar o assunto aos administradores da rede são Camilo, mas destacou todos os custos que entidade tem para manter a estrutura dos serviços que são prestados em Concórdia.