Diretor-executivo do Sindicarne defende processo industrial nos frigoríficos
O Sindicarne (Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no estado de Santa Catarina), e a ACAV (Associação Catarinense da Avicultura), lançaram nota defendendo que os procedimentos utilizados pelas indústrias no estado atendem os requisitos internacionais.
O diretor executivo do Sindicarne, Ricardo Gouvêa, falou que da forma como foi divulgada a operação Carne Fraca, ainda não tem como medir os impactos que podem se desencadear no setor mas demonstra segurança nos produtos catarinenses.
“ Aqui em Santa Catarina nós sabemos que temos um grupo de profissionais de alto nível, de alta qualidade, e nenhuma indústria daqui está citada nesse levantamento feito pela PF. Então isso nos traz uma certa segurança para dizer ao consumidor nosso de que estamos tranqüilos e aptos para fornecer a carne com a maior qualidade possível”.
Segundo Ricardo Gouvêa, o trabalho a ser feito a partir de agora é o de “reconquistar a confiança do consumidor”.
“ Santa Catarina é um estado que têm uma freqüência enorme de missões internacionais, que vem exatamente avaliar esses serviços, e todas as vezes nós temos sidos aprovados. Na semana passada tínhamos aqui uma missão de Singapura visitando algumas fábricas e novamente fomos aprovados. Acho que o maior certificado nosso são esses mais de 150 países que vem aqui e nos aprovam. Mas nós temos esse compromisso de mostrar que em momento algum foi colocada em risco a qualidade dos nossos produtos”.
Ricardo Gouvêa entende que o trabalho da PF é extremamente importante no controle das fraudes no Brasil, mas afirmou que houve exagero na divulgação da operação Carne Falsa e que em “15 minutos de parafernalha, foi colocado em risco o mercado”.
Ele também se questiona se não houve omissão por parte da PF, quando comprovaram as irregularidades nos frigoríficos e não interditaram essas empresas a dois anos.
“ Já tinha que ter interditado essas empresas envolvidas a dois anos atrás, e não esperado que essas empresas continuassem produzindo até hoje. Isso é lamentável! Nós temos um trabalho muito grande de mais de vinte anos em Santa Catarina, buscando qualidade, programas sanitários fortes de uma parceria público/privada onde foi investido bilhões, foi uma conquista árdua de muitos anos tentando trabalhar esse mercado. (…) Nós apoiamos as medidas! Tem que fechar, tem que interditar, tem que prender essas falcatruas, agora, não fazer um estardalhaço desse jeito, colocando a carne brasileira em suspeita para o mundo inteiro”.