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Empresa suspende recolhimento e carcaças se tornam problema

Data 16/09/2015 às 09:27
Agricultores não têm como dar destino correto para os animais mortos
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O correto destino das carcaças de animais mortos tende a se tornar uma problemática para Concórdia e região caso nenhuma ação seja efetivada em breve. Sem normatização específica e vácuo na legislação, a única empresa especializada na coleta dos animais mortos suspendeu os trabalhos. Assim, o destino (encaminhamento para empresas farinheiras e graxarias) mais utilizado pelos produtores não está mais disponível e com isso, os riscos a saúde e sanidade aumentam. O assunto foi levantado pelo vereador Vilmar Comassetto (PCdoB), durante a sessão de terça-feira, 15. Comassetto apresentou amplo levantamento e fez duas propostas para resolver a problemática.

Segundo levantamento do vereador, os produtores teriam três opções de tecnologias de manejo das carcaças dentro da propriedade: incineração, biodigestores e compostagem. A primeira tem elevado custo e as outras duas são utilizadas normalmente para animais menores, de pequeno porte. “A maior dificuldade está em dar o destino correto aos animais de grande porte, como suínos e bovinos”, alegou o vereador. O montante que era recolhido pela a empresa especializada na região chegava a 35 mil quilos por dia. Somente em Concórdia eram 7 mil quilos/dia. Tudo era encaminhado para o processamento nas empresas farinheiras e graxarias.

Entre as propostas do vereador estão a elaboração de uma moção, pedindo às autoridades estaduais e federais, a elaboração de uma lei especifica, que possa normatizar o processamento das carcaças, evitando riscos sanitários, com a criação de focos e proliferação de doenças. Outra sugestão, mais a curto prazo, é reunir entidades ligadas ao assunto, em uma audiência pública, já agendada para o dia 23 de setembro, próxima quarta-feira, às 13h30, no plenário da Câmara de Vereadores.

O objetivo é cobrar um plano de ação e procedimentos para Concórdia e região. A Câmara fará o trabalho em parceria com a Associação dos Municípios do Alto Uruguai Catarinense (Amauc). “No meu entendimento estamos perdendo receita e empregos, pois o processamento das carcaças precisa de uma normatização, que dê segurança jurídica”, comentou Comassetto.
 

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