Equipe de combate ao mosquito da dengue pulveriza São Cristóvão
A equipe do Grupo de Combate a Endemias, da Secretaria Municipal de Saúde, começou um trabalho de pulverização de veneno nos pontos críticos, como os ferros velhos, no bairro São Cristóvão, com o objetivo de matar mosquitos e larvas transmissores da dengue. “O bairro é o que mais tem focos do mosquito. Neste ano, já foram encontrados 12 focos do mosquito. Além de dois no bairro Petrópolis e mais dois no centro da cidade”, conta a coordenador do grupo, Mara Sampaio, que acompanha os trabalhos.
Segundo Mara Sampaio, a despreocupação das pessoas em geral é, no mínimo, assustadora. “Em lugares grandes como os ferros velhos dá para entender, mas o descuido nas residências é alarmante. No Bairro Petrópolis, por exemplo, onde estivemos há duas semanas, encontramos muitos focos de larvas dos mosquitos em recipientes que armazenavam água limpa de forma incorreta, sem tampar”. Um trabalho educativo foi feito com as famílias. “O problema é que algumas pessoas não são receptivas e não estão preocupadas com a dengue”.
O Aedes aegypti
O mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, mede menos de um centímetro, tem aparência inofensiva, cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas. Proliferam-se dentro ou nas proximidades de habitações, em recipientes onde se acumula água limpa (baldes, tanques, vasos de plantas, pneus velhos, cisternas etc.).
Costuma picar nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, evitando o sol forte, mas, mesmo nas horas quentes, ele pode atacar à sombra, dentro ou fora de casa. Há suspeitas de que alguns ataquem também durante a noite.
O indivíduo não percebe a picada, pois no momento não dói e nem coça.