Evento incentiva a denúncia de casos de abuso e exploração contra crianças
O Fórum Municipal pelo Fim da Violência e Exploração Sexual promove um evento, nesta quinta-feira, dia 18, na Praça Dogello Goss em Concórdia. Com o auxílio de entidades parceiras, orientações serão passadas à comunidade, com o objetivo de proteger as crianças e adolescentes e incentivar a denúncia de possíveis casos.
As atividades acontecem em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, lembrado no dia 18 de maio. Entre 13:30h e 17h, os organizadores vão distribuir informativos e conversar com as pessoas na Praça. Crianças também estarão no local brincando, com o objetivo de mostrar ao público que atividade de criança é a brincadeira.
A psicóloga policial da Delegacia Regional de Concórdia, Francieli Benjamini, explica como as pessoas devem proceder se souberem de possíveis casos de abuso contra crianças e adolescentes. “Quem souber de possíveis casos, pode procurar o Conselho Tutelar, a Delegacia ou fazer a denúncia sem necessidade de se identificar, através do “Disque 100”. É importante que as pessoas façam as denúncias, para que os casos sejam investigados e as providências sejam tomadas”, destaca.
Entre 2016 o Conselho Tutelar de Concórdia atendeu 31 casos suspeitos. Neste ano já foram oito. Já entre os 13 municípios atendidos pela Delegacia Regional, foram 78 casos suspeitos em 2016 e mais 16 agora em 2017. “Quando o Conselho Tutelar recebe a denúncia, o caso é apurado e encaminhado para a Delegacia. Aqui nós ouvimos a família, a vítima e o suposto autor. Em seguida levamos todas as informações ao Ministério Público, que avalia e dependendo dos fatos, pode ser constatado crime de abuso sexual”, detalha Francieli. “A vítima recebe o atendimento psicológico, uma avaliação é feita e um laudo é emitido e também é encaminhado ao MP”, relata ela.
A psicóloga destaca ainda, que a criança ou adolescente que sobre exploração ou abuso, pode ter sérias consequências. “Existem vários casos e cada um tem seus reflexos. As vítimas podem apresentar transtornos de depressão, pânico, fobias, ansiedade, entre outros. O importante é que elas recebam o acompanhamento psicológico, para consequências não prejudiquem o futuro destas crianças”,orienta Francieli.