Falta d'água em Concórdia já é questão de saúde pública (Por Douglas Fortes)
É urgente uma solução para o abastecimento de água na Capital do Trabalho. Na manhã desta quarta-feira, no Mesa Redonda da Aliança, o tema foi abordado em profundidade. Com o telefone liberado para participação de ouvintes, não sobrou espaço para outro tema. Durante uma hora que é o espaço do programa, dezenas de ouvintes ligaram para a Rádio Aliança para desabafar. Já no Jornal da Manhã, o assunto havia sido destaque, diante do relato de uma moradora – em tratamento contra o câncer – e que chega ao cúmulo de armazenar água da chuva para poder tomar os medicamentos.
Diante da extensão do problema, estamos no limite, não há mais espaços para encontrar culpados. È preciso somar esforços para resolver o problema de uma vez por todas. Não é de hoje que defendo a tese de que um dos caminhos é a prefeitura retomar o serviço - municipalizando, ou constituindo uma parceria público/privada. Se o serviço permanecer terceirizado para a Casan como está, muito provavelmente não teremos solução, vamos ficar debatendo até 2030 e nada terá sido feito.
Ao que me parece é chegado o momento da Câmara de Vereadores – onde estão os representantes do povo – debater o assunto sem partidarismo, interesses pessoais ou jogo de empurra-empurra. O que não pode continuar é o povo continuar pagando o pato e a conta e, sem água nas torneiras.