Faltam áreas de terras nas propriedades atingidas pelo lago da barragem
Representantes do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) se reuniram com representantes do Ministério Público na tarde de terça-feira. Segundo o coordenador regional do MAB, Gilberto Romani, era aguardado um parecer do MP sobre as reivindicações feitas, mas o que ocorreu foi o pedido de um prazo de 90 dias para analisar alguns fatos novos que surgiram.
Romani explica que o procurador prefere aguardar para que se conclua a revisão do Plano Diretor do Lago da Barragem de Itá e também a elaboração do Plano Diretor do Entorno do Lago, que está em andamento pela Prefeitura de Concórdia. Além disso, Romani comenta que foi verificado a falta de área de terra, que no caso devem estar submersas.
“Isso tem um grande impacto para o proprietário, tem caso em que falta 30% da área e a mesma não foi indenizada. Os municípios lindeiros também tem perdas com isso, pois a compensação financeira que é repassada é calculada também por área de terra alagada”, argumenta.
Romani acredita que será necessário realizar novamente a medição de área alagada, lembrando que se leva em consideração o nível máximo do lago da hidrelétrica.