Antigas
Fazenda invadida
MST acampa em fazenda na região de Zortéa
Os integrantes do Movimento Sem Terra - MST chegaram na Fazenda Volta Grande, que fica no interior do município de Zortéa, por volta das 5:30h da manhã desta terça-feira, dia 04. São 400 pessoas, entre as 80 famílias que aos poucos ocupam o local. A propriedade é de mais de 800 hectares e fica a 13 quilômetros do centro da cidade, próximo a divisa com o RS.
Já na entrada da fazenda, ao lado da bandeira do MST, dois integrantes do movimento controlam o acesso à fazenda. Em entrevista ao Jornal Comunidade, o coordenador do acampamento, João Maria de Oliveira, comentou que o grupo pretende permanecer na fazenda até que o Governo Federal repasse à área ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA. "Nós temos informações que esta fazenda tem uma dívida impagável com a União, e de acordo com audiências entre o MST e o Governo Federal, teria ficado acordado que estas áreas seriam repassadas ao INCRA, para que fossem utilizadas para assentamentos", explica. "Então decidimos ocupar a área para dar agilidade ao processo, fazer pressão ao Governo. Não temos data para deixar a fazenda, vamos permanecer aqui até que sai uma definição em relação ao destino da propriedade", ressalta Oliveira.
Os ocupantes, que estavam acampados na região de Lebon Régis, também afirmaram que conversaram com a polícia e com os proprietários e garantiram que a ocupação é pacífica. Também destacaram que não vão utilizar os equipamentos e maquinários da fazenda. João Maria ressaltou ainda, que vão permitir que os proprietários e arrendatários façam a colheita do que já está plantado na área, mas o plantio da próxima safra ficará por conta do MST.
A fazenda pertence ao empresário Luiz Francisco Wagner Júnior, que segundo a família, está viajando. Os familiares adiantaram que os advogados já estão tomando as providências cabíveis e aguardam uma decisão judicial para a reintegração de posse.
A polícia também está no local e acompanha as ações do MST. "Estivemos aqui já pela manhã averiguando se não se tratava de cárcere privado, mas constatamos que não, o contato dos ocupantes, com a família que reside na fazenda, foi pacífico. Voltamos também agora à tarde e vamos continuar aqui, marcando presença", conta a delegada de Polícia da Comarca de Campos Novos, Lívia Marques da Motta. "Já conversamos com os líderes do movimento e com os proprietários e também aguardamos uma decisão judicial para tomar as atitudes", informou.
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