GAECO apreende armamendo na região
Os municípios de Ponte Serrada e Vargeão foram movimentados nesta quinta-feira, dia 4, por uma mega operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), coordenado pelo Ministério Público de Santa Catarina.
A ação resultou no cumprimento de dez mandados de busca e apreensão entre os dois municípios, com diversas pessoas envolvidas em vários tipos de crime. Entre os investigados, há dois servidores públicos, sendo um policial militar e outro civil.
O promotor da comarca de Ponte Serrada, Fernando Rodrigues de Menezes Júnior, disse ao portal OESTEMAIS.COM.BR que o objetivo da operação foi justamente "desarticular a prática de crimes contra a administração pública por parte de um policial civil e a prática de caça de animais silvestres".
Ao longo do cumprimento dos mandados, na casa de um policial militar aposentado as autoridades encontraram armas e munições que seriam utilizadas para a caça de animais. O autor acabou pagando fiança e foi liberado para responder pelo crime em liberdade.
Já sobre o policial civil, o promotor afirma que o agente realizava a defesa de multas para vários motoristas no mesmo tempo em que atuava nas decisões dos processos, trabalhando no Setor de Trânsito até outubro do ano passado.
"Ele vai responder por improbidade administrativa. Ainda há muitas pessoas para serem ouvidas", afirma Fernando. O promotor aponta que, ao propor a ação penal, o policial poderá ser afastado, preso e até perder o cargo.
Durante a operação foram apreendidas 15 armas de fogo, centenas de munições de vários calibres, diversos acessórios para as armas, além de carnes de animais, como veados, tatus e aves silvestres.
O OESTEMAIS.COM.BR ouviu também o delegado responsável pelos procedimentos na Polícia Civil, Adilson José Bressan. Segundo ele, cinco pessoas foram conduzidas para a delegacia. Uma responderá a um Termo Circunstanciado (TC), duas pagaram fiança e outras duas seguiram para o Presídio Regional de Xanxerê.
Adilson afirma que os inquéritos policiais deverão ser concluídos em até 30 dias. Os nomes das pessoas envolvidas não foram divulgados pelas autoridades. Todas as armas e materiais apreendidos vão ser encaminhados para a perícia.
A operação contou com a participação de três promotores de justiça, 19 policiais integrantes dos Gaecos de Chapecó e Lages, além de policiais ambientais e um perito do Instituto Geral de Perícias (IGP) de Chapecó.
O promotor reforça que "as investigações continuarão com a tomada de depoimentos e realização de perícias para embasar ação penal a ser proposta pelo Ministério Público", conclui Fernando.