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Greve dos professores será decidida na justiça

Data 25/05/2015 às 10:38
No momento, diversos fatores dificultam entendimento entre professores e o governo do Estado
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Na semana  passada o Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Ensino do Estado de SC recorreu a justiça para legitimar a greve. O Sinte entrou com ação cautelar no tribunal de Justiça contra a contratação dos professores temporários para substituir os servidores em greve. Além disso o Sindicato também entrou com um mandado de segurança para impedir o estado de colocar os dias de greve como faltas injustificadas dos professores, com uma ação declaratória condenatória para suspender os descontos em folha. 

O governo por sua vez, acionou  o procurador geral do estado para pedir a ilegalidade da greve. O Governo alega que no dia 14 de maio os grevistas se recusaram a negociar em assembleia. O Coordenador regional do Sinte, Lauri de Vargas, afirma que realmente não houve negociação neste dia e revela que o motivo é uma disparidade de pensamento entre os professores do litoral e os professores do Oeste do estado. 

“Sempre houve uma divisão no Sinte, o pessoal de Lages pra ca, meio oeste, Oeste e extremo Oeste pensa diferente, tem mais coerência no pensamento. E o pessoal do litoral, não todos é claro, mas uma pequena minoria, ligado a um partido de extrema esquerda, chamado STU, por eles ficariam de greve o ano todo. É bastante difícil para nós aqui, nos queremos negociar, havia um canal aberto e por parte então do litoral essa insistência em permanecer em greve”, conta. 

 

Contratação de Temporários

As Gerências Regionais de Educação já chamaram 113 professores Admitidos em Caráter Temporário (ACT) para normalizar os casos em que os alunos estão sendo prejudicados pela paralisação do magistério. Com a greve em 6% e diminuindo a cada dia, cada Gered está analisando a situação das unidades escolares de sua região para realizar o processo de substituição. Cerca de 800 vagas estão abertas para a substituição de professores paralisados.

Em Concórdia, a gerente de Educação da Secretaria de Desenvolvimento Regional, Gislaine Winter, informou que não será necessária a contratação de professores temporários já que não há professores em greve na região

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