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Greve nos bancos em Concórdia a partir do dia 30

Data 26/09/2014 às 08:37
Dos 39 bancários presentes na assembleia, 38 votaram contra a proposta apresentada pelos banqueiros.
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A base do Sindicato dos Bancários de Concórdia rejeitou, em votação, a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), seguindo a orientação nacional também decidiu deflagrar greve por tempo indeterminado a partir de 30 de setembro. Estas decisões foram tomadas em assembleia realizada nesta quinta-feira (25), em Concórdia. 

Dos 39 bancários presentes na assembleia, 38 votaram contra a proposta apresentada pelos banqueiros, com uma abstenção. Quando colocado em pauta a aprovação da greve, 32 votaram a favor e sete se abstiveram. Na próxima segunda-feira (29) haverá assembleia organizativa para definir quais bancos serão fechados.

Os bancários reivindicam reajuste salarial de 12,5% (5% de aumento real mais inflação projetada no período) e melhores condições de trabalho. Também pedem o fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária e combate às terceirizações.

Na última rodada de negociação realizada em 19 de setembro os banqueiros apresentaram proposta para reajuste de 7% no salário (0,61% de aumento real), índice considerado insuficiente pela categoria. Os bancários também não tiveram avanços nas outras cláusulas de saúde e emprego.
Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Concórdia e Região, Luiz Júnior Gubert, os banqueiros insistem em propostas que não contemplam a categoria.  “A Fenaban apresentou uma proposta vergonhosa, estamos demonstrando a insatisfação e indignação dos trabalhadores, mas de forma unida vamos nos fortalecer”, avalia Gubert.  Segundo o presidente, a greve sempre é a última alternativa para sustentar a negociação “ao defender os interesses da categoria também buscamos melhores condições para atendimento da população, defendemos a contratação de mais funcionários”, explica.

O vice-presidente do Sindicato dos Bancários, Rogério Czarnobay, argumenta que é preciso ampliar as conquistas que contemplem os trabalhadores e clientes. "não estamos só discutindo índice, precisamos de mais funcionários. Os lucros dos bancos aumentam enquanto o número de trabalhadores diminui", pontua. (Ascom Sindicato dos Bancários) 

 

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