Greve, política, saúde e Rua Coberta(opinião por, Douglas Fortes)
Em regra, são palavras desconexas, entretanto, diante do contexto vivido em Concórdia, elas têm tudo a ver. O primeiro ato está para a greve dos servidores da Prefeitura de Concórdia, bancado pelo Sindicato dos Servidores depois que foi encerrada a mesa de negociações e o Projeto enviado para a Câmara, sem a concordância do Sindicato.
O segundo ato é político, a greve por si só já se apresenta como um problema para o governo, uma vez que é a primeira greve no governo do PT. É uma greve de trabalhadores sob um governo de trabalhadores, representa uma espécie de disputa entre companheiros, ou seja é muito ruim do ponto de vista político.
O terceiro ato envolve a saúde do prefeito, João Girardi, um homem sempre muito dado ao diálogo e que se vê diante de um longo impasse, entre a gestão dele e o reajuste aos servidores. Já falei no rádio que o prefeito, não merecia entrar para a história como o prefeito do PT que enfrentou a primeira greve de trabalhadores da prefeitura em Concórdia. Girardi tem sido pontual na resolução de vários problemas do município, por isto minha analogia. Mas, a gestão de governo o levou a isto. Talvez, o fato tenha relação com a saúde dele que foi ao limite, ao ponto de ser necessário uma licença por 15 dias.
O quarto ato, a Rua Coberta. Reforçando palavras de outro comentário aqui no Blog, quis o destino que a menina dos olhos da administração do PT em 2015, fosse o ponto de referência dos Servidores em Greve. E, também por obra do destino, o ato oficial de inauguração da tão propagada obra, foi transferida pela licença do prefeito, mas muito mais pela greve dos servidores e a possibilidade de protestos – os dois itens estão citados na nota da Assessoria de Imprensa da Prefeitura ao comunicar o cancelamento do ato.
Ou seja, tinha tudo para dar certo, mas ao que tudo indica deu tudo errado. Coisas da vida e da política. Nada que uma nova rodada de negociações e uma boa conversa não possa dar outro fim. Ou não?