Guzzatto apresenta contraponto em relação a Nota da UnC Concórdia
O vereador Anderson Guzzatto, do PR, procurou a reportagem da Rádio Aliança para se manifestar sobre o episódio ocorrido na UnC Concórdia, durante a Fase Final da Mocisc. O parlamentar fez um contraponto sobre a Nota publicada pela instituição, repudiando ofensas e insultos que duas pessoas teriam proferido contra um grupo de alunos e professor de uma escola de São Bento do Sul, que estava expondo sobre o tema "ideologia de gênero". O fato teria ocorrido na última sexta-feira, dia 27.
Mesmo sem ser citado no documento, Guzzatto afirmou publicamente que estava no local e que, de acordo com ele, discutiu essa questão com os coordenadores do evento. Em entrevista ao Jornal Aliança desta segunda-feira, dia 30, o vereador ressaltou que "se houve algum outro fato, eu desconheço (...) Eu recebi duas denúncias de pais que se sentiram ofendidos por uma determinada exposição, que falava sobre ideologia de gêneros. Mantive contato com a direção da feira e fui até o local", conta. Ainda de acordo com o vereador, ele ouviu a palestra, depois se dirigiu para a coordenação do evento e se reuniram em uma sala fechada para falar sobre essa exposição. De acordo com Guzzatto, foi uma conversa "respeitosa". Por outro lado, ele diz que o assunto ganhou as redes sociais e várias publicações mencionaram o seu nome ao episódio.
Anderson Guzzatto também afirma que abomina qualquer tipo de discriminação. Ele contesta a afirmação da nota de que teria havido insultos e ofensas publicamente. Para ele, o documento foi feito pelo campus de Mafra, onde está a reitoria, e repassada pelos professores da instituição de Concórdia. Completa que não tomou nenhuma medida jurídica, mas os pais que se sentiram ofendidos cogitam procurar a Justiça.
Mesmo não querendo entrar no mérito da exposição, Guzzatto fez questão de colocar o seu ponto de vista sobre esse assunto. "Manifestações sobre ideologia de gênero devem ser feitas para pessoas com intelecto formado. Não com crianças!", diz. Completa que a própria legislação preconiza que os pais são os responsáveis legais pelas crianças e são eles que devem ensinar os filhos através dos preceitos familiares. "Uma criança não pode ser ensinada a respeito disso. A não ser que ela chegue numa idade adequada e decida por isso", fala.
Por fim, o vereador apresentou um esboço do que ele chama de "Notificação Extrajudicial". O documento que, de acordo com ele, está à disposição no próprio gabinete, seria um instrumento onde os pais de crianças poderão utilizar para não autorizar o repasse da informação da ideologia de gênero para as crianças no ambiente escolar. "É uma questão de respeito. Esse é o meu posicionamento", finaliza.