Instalação da Unacom deve demorar entre 12 a 18 meses
Anunciado no fim da semana passada, a instalação de uma Unidade de Atendimento de Alta Complexidade (Unacom) é uma notícia muito positiva para a população concordiense e uma ação que vai melhorar a qualidade de vida de muitos pacientes da região que possuem câncer. Porém, em função dos trâmites burocráticos o atendimento na Unacom deve demorar de uma ano a um ano e meio para iniciar.
O secretário Municipal de Saúde, Alessandro Vernize, comentou em entrevista ao vivo no Jornal da Manhã da Rádio Aliança que há anos o município buscava o credenciamento para ser referência em atendimento oncológico. Porém, uma portaria do Ministério da Saúde limitou um número percapita para o município se tornar referência e Concórdia não se credenciou.
“Resgatamos este trabalho há um ano, primeiro para trazer extensões de Chapecó e Joaçaba, que são nossas referências.Mas com isso iríamos depender do CNPJ deles e pela grande demanda que temos na região o estado assinalou positivamente para a implantação da Unacom”, explicou Vernize.
Atualmente os pacientes do Alto Uruguai tem que se deslocar para Joaçaba para realizar a quimioterapia e para Chapecó se tiver que realizar tratamento com rádio e quimioterapia. Vernize ressalta que o tratamento já é desgastante e o deslocamento dificulta ainda mais.
Na Unacom serão realizadas cirurgias, quimioterapia e a estrutura contará com ambulatório. Todos esses serviços estarão disponíveis para todos os municípios da região. “Vai melhorar a qualidade de vida de todos, não só dos usuários que possuem a patologia, como também dos amigos e familiares”, pontuou o Secretário.
Próximos Encaminhamentos
O próximo encaminhamento, segundo Vernize, é a aprovação da nova proposta pela Comissão dos Intergestores Regionais, composta por todos os secretários de saúde da região. A reunião está marcada para o dia 29 de setembro. Outro passo é integrar este com um projeto que o Hospital São Francisco está realizando. Eles terão que demonstrar toda a capacidade de atendimento na estrutura física, qualificação do profissionais, e também será necessário trazer profissionais de fora. Depois tramita na Comissão Intergestora Bipartite do Estado e sendo aprovada, o Estado solicita a referência ao Ministério da Saúde.