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Justiça condena cinco PMs e outras três pessoas por morte de advogado

Data 20/12/2017 às 18:51
Advogado Roberto Caldart, que é natural de Concórdia, foi agredido durante uma reintegração ilegal de posse.
Imagem
Divulgação.
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1ª Vara Criminal de Palhoça, na Grande Florianópolis, condenou na terça-feira (19) oito pessoas, entre elas cinco policiais militares, pela morte do advogado Roberto Caldart durante uma tentativa de reintegração de posse sem mandado judicial em 2016.

 

Os cinco PMs também tiveram a perda da função de policiais militares decretada pela Justiça. Outro foi absolvido por não existirem provas contra ele.

 

Em maio de 2016, enquanto defendia um cliente, Roberto Caldart foi atingido por um soco no pescoço por um PM de folga. Outros PMs de folga, e mais dois seguranças privados e um empresário participaram da ação. Eles foram denunciados à Justiça por lesão corporal seguida de morte.

 

Os oito réus que foram condenados receberam penas entre cinco e oito anos de prisão cada.

 

A Polícia Militar ainda não informou se recebeu o documento da Justiça sobre a perda da função dos policiais.

 

Condenações


Todos os réus foram condenados por lesão corporal seguida de morte, ameaça e fazer justiça pelas próprias mãos.

 

Rubi de Freitas, que queria a reintegração de posse, foi condenado a sete anos, seis meses e 10 dias de prisão em regime inicial semiaberto e um mês e 29 dias de detenção em regime aberto. O advogado dele, Osvaldo José Dunke, afirmou que entrou com recurso nesta quarta. "A defesa acredita que ambos [também é o advogado de Juliano Cleberson de Campos] conseguirão comprovar sua inocência no recurso de apelação", afirmou.


Juliano Cleberson de Campos, segurança privado, foi condenado a sete anos, seis meses e 10 dias de prisão em regime inicial semiaberto e um mês e 29 dias de detenção em regime aberto. O advogado dele, Osvaldo José Dunke, afirmou que entrou com recurso nesta quarta. "A defesa acredita que ambos [também é o advogado de Rubi de Freitas] conseguirão comprovar sua inocência no recurso de apelação", afirmou.


Jairo Lima Júnior, policial militar, foi condenado a oito anos de prisão em regime inicialmente fechado e a dois meses e sete dias de detenção em regime semiaberto. O G1 não conseguiu contato com a defesa dele.


Vanderlei Bento da Costa, policial militar, foi condenado a a oito anos de prisão em regime inicialmente fechado e a dois meses e sete dias de detenção em regime semiaberto. A defesa dele afirmou que não tem interesse em prestar esclarecimentos.


Daniel Silva de Jesus, segurança privado, foi condenado a cinco anos, dois meses e seis dias de prisão em regime semiaberto e um mês e 22 dias de detenção em regime aberto. O G1 não conseguiu contato com a defesa dele.


Fabiano Roberto Vieira, policial militar, foi condenado a cinco anos, 11 meses e três dias de prisão em regime semiaberto e um mês e 29 dias de detenção em regime aberto. O G1 não conseguiu contato com a defesa dele.


Gilberto José Apolinário, policial militar, foi condenado a cinco anos, 11 meses e três dias de prisão em regime semiaberto e um mês e 29 dias de detenção em regime aberto. O advogado dele, Handerson Laertes Martins, afirmou que "vamos recorrer e o Gilberto não teve nenhuma participação que possa condená-lo nesse sentido".


Lucas Ricardo da Silva, policial militar, foi condenado a cinco anos, 11 meses e três dias de prisão em regime semiaberto e um mês e 29 dias de detenção em regime aberto. O G1 não conseguiu contato com a defesa dele.


Laudo


“Devido a esse soco, de acordo com o laudo pericial, a vítima entrou em colapso e veio a óbito”, disse o advogado de defesa Moacir Correia de Andrade.

 

A família de Roberto Caldart decidiu ir embora de Santa Catarina.

 

(Fonte: G1/SC)

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