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Justiça recebe denúncia contra pais de bebê morto em Capinzal

Data 24/04/2017 às 07:38
Menino de dois meses de idade morreu de traumatismo craniano. Pai, de 21 anos, e mãe, de 22, são acusados de maus-tratos
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Bebê morreu no dia 26 de março / Foto: RBS/TV
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A Justiça recebeu a denúncia contra o pai e a mãe de um bebê de dois meses que morreu de traumatismo craniano, segundo o Instituto Geral de Perícias (IGP), em Capinzal, no Oeste catarinense. Os dois são acusados de maus-tratos.

 

O bebê morreu em 26 de março. De acordo com o IGP, ele tinha um afundamento na cabeça, hematomas por todo corpo, sobretudo nas costas, e um corte no lábio superior. O pai do menino, de 21 anos, foi preso em flagrante no mesmo dia. A mãe, de 22, foi presa preventivamete em 27 de março.

 

Perícia

 

Os técnicos do IGP identificaram manchas de sangue em móveis e cômodos da casa onde o bebê morreu. Com o uso de luminol, substância que permite a identificação de sangue em pontos invisíveis a olho nu, os peritos perceberam que as manchas de sangue foram limpas antes da chegada da polícia.

 

“Com o luminol, pudemos identificar, pelas manchas de sangue invisíveis a olho nu, que as agressões contra o bebê começaram no sofá da sala em uma manta próxima dali. Verificamos também sangue na pia e embaixo dela, que foi limpo depois da morte da criança. Vimos também bastante sangue no tanque de lavar roupa e em um pano”, explicou o perito Alexandre Kazuo Tobouti.

 

De acordo com ele, após a morte da criança, foi feita a limpeza do banheiro. “Vimos que o sangue foi espalhado, na tentativa de removê-lo, e esse pano foi lavado. Verificamos que não havia sinais de sangue no assoalho, o que quer dizer que o bebê não caiu, que era uma dúvida nossa. Não há vestígio de queda”, afirmou.

 

Depoimentos

 

Segundo o delegado responsável pelo caso, o pai e a mãe do bebê não deram uma mesma versão para a morte do filho. “A mãe diz que deixou o bebê com o pai das 2h às 4h, mas ele diz ter ficado meia hora com o filho e, ao ir até o carrinho, o encontrou morto, que não sabia das lesões. Ele joga a responsabilidade para a mãe, porque ela ficava a maior parte do tempo com a criança. A nossa suspeita é de ela possa ter participado do crime, tenha praticado maus-tratos”, disse José de Castilhos.

 

Fonte: G1.com

 

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