MAB quer resolver pendências com propriedades alagadas
O Movimento dos Atingidos por Barragens da região de Concórdia estará reunindo famílias, proprietários de terra e líderes de comunidades lindeiras ao lago das usinas hidrelétricas da região de Concórdia para saber da existência de possíveis pendências que os consórcios construdores das usinas hidrelétricas ainda possuam na região. O encontro vai ser no Parque de Exposições, em Concórdia, a partir das 13h30 da quarta-feira, dia oito.
De acordo com o coordenador regional do MAB, Gilberto Romani, o encontro foi uma sugestão da Procuradoria Geral da República e atende um pedido do próprio movimento, que ainda busca resolver alguns impasses envolvendo terras que foram alagadas. Ele diz que a intenção será de levantar o número de famílias e proprietários de terra que estão nesta situação para depois dar o encaminhamento necessário. "Os construtores das usinas dizem que não existe mais negociação com o movimento", completa Romani.
Romani acredita que não existe problemas de indenização. De acordo com informações, até então, os questionamentos que chegaram até o MAB apontam que algumas propriedades, que tiveram área alagada na época, ainda permaneceram viáveis para a produção agrícola. Mas com a criação da reserva legal às margens de rios e lagos, conforme o Código Ambiental criado anos mais tarde, em alguns casos a faixa de preservação chegou a 70 metros e inviabilizou algumas propriedades rurais. "Sem falar que foi necessária a construção de estradas e alguns locais ainda estão isolados", completa Romani.