Mais um pitaco sobre a aproximação do PT e o PMDB em Concórdia
Tão logo noticiei sobre a aproximação do PT e do PMDB - não gosto do termo, mas como a notícia se espalhou como um rastro de pólvora - em primeira mão, vários fatos se sucederam. De pronto, muitos questionamentos por lideranças políticas interessadas no tema e múltiplas releituras por vários profissionais da imprensa de Concórdia.
Uns mais preocupados outros nem tanto. Tudo dentro da normalidade em se tratando de um tema relevante no contexto do próximo pleito. No caso, uma alternativa que divide opiniões, mas que se apresenta como uma frente interessante, se viável é outra história, na pior das hipóteses serviu para dar uma sacudida no quarteto de prefeituráveis, até então polarizado pelos vereadores Edílson Massocco (PMDB) e Rogério Pacheco (PSDB), o vice-prefeito Neuri Santhier (PT) e o radialista Cezar Luiz (PSD). Como tudo na vida, sempre haverá uma alternativa e, talvez resida nesta questão, os inúmeros questionamentos que se sucederam.
Li outro dia, que o discurso mais emocionado na Assembleia Legislativa, pós-morte do senador Luiz Henrique da Silveira, foi do deputado João Amim (PP) que é filho do deputado federal Esperidião Amim (PP).
Na história da política catarinense, talvez não tenha havido disputa mais ferrenha do que a patrocinada por Esperidião Amim (PP) e Luiz Henrique da Silveira (PMDB). E, pelas coisas do destino, o discurso mais emocionado partiu do filho do adversário mais ferrenho.
Seria isto o sinal dos novos tempos? Talvez sim, talvez não. O certo, pelo que me parece é que as próximas eleições em Concórdia e no Brasil inteiro, não deverão ser marcadas pelos partidos e sim pelas pessoas.
Por falar em João Amim, ele esteve em Concórdia na semana passada, e se reuniu com lideranças do PP. Pelas informações que recebi do encontro, quando lhe questionaram sobre o quadro estadual, Amim teria respondido. O PP deve compor com PSD e PSDB, e com isso, o PMDB deve juntar forças com o PT. Se o discurso do deputado Amin estiver certo, PT e PMDB estariam flertando não somente aqui em Concórdia, mas em Santa Catarina também. Neste caso seguindo a mesma diretriz nacional onde PT e PMDB governam com Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB).