Maldaner comemora prorrogação para renegociação de dívidas dos caminhoneiros
Através da MP 707, publicada em 30 de dezembro de 2015, o governo federal prorrogou para até 30 de junho de 2016 o prazo para renegociação das dividas do programa Pró Caminhoneiro, Finame e PSI, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O programa abrange as empresas de transporte e caminhoneiros autônomos com faturamento de até 2,4 milhões anuais. Esta foi uma das principais reivindicações do movimento dos transportadores e compromisso assumido pelo governo durante as negociações com a categoria e esperamos que com esse novo prazo os bancos privados realizem as operações. Caso a situação não se resolva a contento, a Comissão já prepara um plano alternativo, que é adotar a Portabilidade de Contratos das Operações de Crédito dos refinanciamentos para passar as dívidas dos bancos privados para os bancos públicos.
O presidente da Comissão Externa e deputado federal, Celsao Maldaner, acredita que a prorrogação será de grande ajuda para quem ainda não conseguiu encaminhar o refinanciamento. O deputado informou que os bancos, principalmente os particulares, se disponibilizaram para realizar as renegociações. Porém, Maldaner lembra que a legislação não obriga os bancos, apenas autoriza a realizar a ação. “Neste caso estamos pleiteando a possibilidade de se fazer a portabilidade dos contratos dos bancos privados para os bancos públicos”, explica.
O ano fechou com uma notícia positiva para os caminhoneiros, mas Maldaner ressalta que há muito para se fazer a diante. Segundo o deputado há uma negociação em andamento para incluir no pacote de renegociação de dívidas os contratos que ainda não estão contemplados dentro do valor previsto no programa. “As grandes transportadoras também estão com dificuldades financeiras, por isso estamos encaminhando este pleito para incluir contratos a cimas de R$ 2,4 bilhões”, conta.
Um grande desafio para Comissão Externa dos Caminhoneiros é a elaboração de um marco regulatório do setor de transporte rodoviário de cargas. “Depois que concluirmos este marco vamos ter uma rodovia melhor favorecendo o setor em todo o país”, finaliza Maldaner.