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Manifesto de Concórdia pede suspensão dos bloqueios

Data 29/05/2018 às 19:27
Documento é assinado pela ACIC, CDL, ACCS, FIESC e OAB
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Associação Empresarial de Concórdia (ACIC), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), FIESC (Região Alto Uruguai), e 8ª Subseção da OAB/SC publicaram manifesto nesta terça-feira, 28,  em que fazem um apelo para que os bloqueios sejam suspensos e para que os caminhoneiros retornem com as atividades.

 

“Nesse momento, é preciso ponderar sobre os reflexos das paralisações, sobretudo, para o produtor rural e para a economia do Oeste Catarinense”, enfatiza o documento.

 

As entidades dizem que é “notório que os frequentes e abusivos aumentos no preço final do óleo Diesel – resultado de uma política de reajustes sincronizada com o mercado mundial adotada pela Petrobras – está inviabilizando a atividade de transporte rodoviário de cargas. Por essa razão, as entidades já haviam manifestado apoio ao movimento dos caminhoneiros”.


A manifestação das entidades assinala que “a diminuição da carga tributária, a redução do preço final na bomba e a instituição de prazo mínimo de 30 dias para anúncio de reajuste, além da destinação de 30% dos fretes da Conab para os transportadores autônomos anunciadas pelo Governo Federal e pelas entidades classistas na última semana são conquistas reais que impactarão positivamente na atividade rodoviária”

 

Na avaliação do documento, “apesar desses avanços e da formalização de um gesto de acordo, ainda não ocorreu a esperada suspensão do movimento”.


A nota conjunta chama atenção para os efeitos colaterais da paralisação: “Nesse momento, toda a sociedade está prejudicada e, em especial, importantes cadeias produtivas ligadas ao agronegócio no grande oeste catarinense, que sofrem pesadas perdas e estão ameaçadas de entrar em colapso. É o caso da avicultura industrial, da suinocultura industrial, da pecuária leiteira, dos hortifrutigranjeiros, dos grãos e frutas etc”.


“Os prejuízos na agricultura já são imensos e irreversíveis”, indicam as entidades empresariais e OAB.  Para elas, a continuidade da paralisação pode agravar ainda mais a situação, com a perda de mercados mundiais em face do não cumprimento dos prazos de embarque e o surgimento de patologias decorrentes de mortandade de animais.
 

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